Categoria:
Projeto Garupa levará saúde a pessoas LGBTI+ vulneráveis e incentivará vacinação contra Covid-19
Publicado em 21/07/2021 - 07:00 | Atualizado em 21/07/2021 - 17:17
Agentes do Projeto Garupa - Alexandre Macieira / Prefeitura do Rio A Coordenadoria Executiva da Diversidade Sexual (Ceds) da Prefeitura do Rio lança nesta quarta-feira (21/07) o Projeto Garupa, ação de promoção de saúde de pessoas LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social. Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Coordenadoria-Geral de Relações Internacionais e Cooperação, que assim como a Ceds é vinculada à Secretaria Municipal de Governo e Integridade Pública (SEGOVI), o programa visa a desconstruir as barreiras de acesso de pessoas LGBTI+ à saúde e embasar outras iniciativas de mitigação dos impactos da Covid-19 junto àquela comunidade.
As ações serão realizadas por equipe de dez agentes vinculadores trans e travestis, que irão atuar presencialmente em todo o município. Será feito mapeamento das pessoas LGBTI+ em vulnerabilidade, que serão encaminhadas para o cadastro junto à rede de atenção básica de saúde. Após este primeiro contato, as pessoas contempladas pelo projeto continuarão a ser acompanhadas pela equipe até serem vacinadas contra a Covid-19.

Ao longo do programa, também serão promovidas ações educativas sobre saúde sexual, direitos civis e prevenção ao coronavírus e outras infecções, e coletadas informações sobre a condição de vida dos usuários. O objetivo da pesquisa é obter um retrato da população LGBTI+ carioca em vulnerabilidade, a fim de embasar futuras políticas públicas voltadas a esta comunidade.
– É muito importante que todos os segmentos populacionais em vulnerabilidade social tenham acesso à saúde e à vacina contra o coronavírus. Essas pessoas, inclusive, formam um importante grupo prioritário do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19. Com o Projeto Garupa, garantimos a promoção da saúde às pessoas LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social e o acesso delas à vacina. Não se trata de beneficiar este grupo, mas garantir que ele não será excluído e que terá resguardado seus direitos de cidadãos brasileiros e cariocas – diz o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
O projeto chega às ruas da cidade já nesta semana, e a previsão é de que as ações durem até setembro. Embora contemplem todos os segmentos da população LGBTI+, as ações atuais são focadas em pessoas trans e travestis. A equipe de vinculadores será liderada por uma agente articuladora, responsável por coordenar aqueles que estarão em campo, e que contará com duas assistentes.
Os agentes foram selecionados por meio de processo seletivo realizado de maneira híbrida, em duas etapas (análise de currículos e entrevistas). Para garantir o respeito às individualidades e ao local de fala das equipes e do público-alvo, a elaboração do programa contou com a assessoria de um comitê de validação, integrado por representantes da sociedade civil e de movimentos sociais LGBTI+.
– Dentro da comunidade LGBTI+, as pessoas trans e travestis são as mais excluídas de seus direitos fundamentais. São elas as que enfrentam as maiores barreiras de acesso à saúde, ao trabalho formal e a condições dignas de vida, e estudos apontam que a pandemia agravou ainda mais este cenário. Com o Garupa, queremos aproximar essas pessoas do poder público e garantir que elas estejam cientes de seus direitos e da importância de estarem vinculadas à atenção básica de saúde para terem melhor qualidade de vida – afirma o coordenador executivo da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson.
O Projeto Garupa é uma das 18 iniciativas para a vacinação selecionadas para participarem do “Partnership for Healthy Cities: Covid-19 Response” (em português: “Parceria para Cidades Saudáveis: Resposta para a Covid-19). A iniciativa, liderada pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a Organização Mundial da Saúde e
a Vital Strategies, concedeu ao Rio de Janeiro US$ 50 mil para a execução do programa. Além do Rio, foram contemplados projetos de cidades como Guadalajara, no México, Cidade do Cabo, na África do Sul, e Medellín, na Colômbia. Fortaleza, no Ceará, é a outra representante brasileira no grupo.
– O Rio se organizou para aprimorar seus serviços e ampliar seu alcance, tornando-os mais democráticos. Foi pensando em diversidade e inclusão que buscamos essa parceria internacional. A cidade reconectada com o mundo agora conta com o apoio do Partnership for Healthy Cities para fortalecer suas políticas públicas municipais, desta vez com olhar especial às pessoas trans e travestis. Estamos abertos à cooperação externa, pois sabemos que os resultados são historicamente positivos para o Rio e toda a população – concluiu o chefe das Relações Internacionais e Cooperação da Prefeitura, Bruno Oliveira.
Notícias
Túneis da cidade passam por revitalização
25 de março de 2026Prefeitura leva ações de prevenção contra dengue a mais 16 bairros
25 de março de 2026Projeto Inovatur inicia nova fase com foco em turismo de favela
24 de março de 2026Rio inicia campanha de vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos seis meses de idade
24 de março de 2026Bares e restaurantes do Rio criaram 19 mil novas vagas nos últimos cinco anos
23 de março de 2026
Túneis da cidade passam por revitalização
25 de março de 2026Prefeitura leva ações de prevenção contra dengue a mais 16 bairros
25 de março de 2026
Projeto Inovatur inicia nova fase com foco em turismo de favela
24 de março de 2026
Bares e restaurantes do Rio criaram 19 mil novas vagas nos últimos cinco anos
23 de março de 2026
Prefeitura do Rio entrega obras do Bairro Maravilha e do Conjunto Maravilha
22 de março de 2026








