Prefeito percorre regiões mais atingidas pela chuva. Veja as ações dos órgãos municipais

Publicado em 02/03/2020 - 12:21 | Atualizado em 03/03/2020 - 08:16
Na Zona Oeste, Comlurb trabalha na limpeza de local onde houve alagamento. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do RioNa Zona Oeste, Comlurb trabalha na limpeza de local onde houve alagamento. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, percorreu, de carro e a pé, na manhã desta segunda-feira (02/03) locais atingidos por temporais na cidade desde sábado. Ele lidera pessoalmente os esforços dos órgãos municipais no trabalho para reduzir os transtornos causados à população. O Rio segue em estágio de alerta, quarto nível em uma escala de cinco, que significa ocorrências graves.

De acordo com o Alerta Rio, entre 0h de domingo (010/3) e 8h desta segunda, choveu mais da metade da média para o mês de março em toda a cidade. Santa Cruz foi o bairro com maior volume: choveu quase o equivalente ao mês todo em 32 horas. O acumulado é de 154,6mm, bem próximo da média na estação pluviométrica para o mês de março, que é de 155,3mm.

Logo bem cedo, Crivella esteve na localidade conhecida como Barata, em Realengo, na Zona Oeste. No local, ele conversou com o secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno; com a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura, Tia Ju, e assessores de outras pastas, como a de Saúde, sobre as providências em andamento para minimizar os efeitos das fortes chuvas na região.

Em seguida, o prefeito percorreu ruas do bairro Carobinha, em Campo Grande, conversando com moradores e lideranças comunitárias. O prefeito adiantou que o governo municipal providenciará colchões para desalojados do bairro, que estão sendo cadastrados na Escola Municipal Professor Fábio César Pacífico. Ao constatar a grande quantidade de carcaças de pneus e entulhos no Rio Guandumirim, que transbordou na localidade, o prefeito voltou a repetir o que tinha dito em coletiva no Barata.

– Infelizmente, o lixo é um problema maior que a chuva. A população tem que se conscientizar que esses problemas vão continuar ocorrendo, se persistir em jogar lixo nos rios e encostas – comentou Crivella, exaltando a importância de se reforçar esse tipo de alerta nas escolas. A comitiva ainda percorreu também ruas dos bairros Rollas e Jardim Maravilha, também na Zona Oeste.

 

Veja ações da Prefeitura nesta segunda-feira:

 

Prefeito Crivella visita local na Zona Oeste onde chuva forte causou transtornos. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio
Prefeito Crivella visita local na Zona Oeste onde chuva forte causou transtornos. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio

 

Ocorrências relacionadas à chuva

Até as 17 horas, equipes seguem atuando em 13 ocorrências, sendo 10 pontos com acúmulo de água e três quedas de árvores.

– Acúmulo de água em oito pontos da Zona Oeste da cidade. Destaque para a Estrada do Catonho (Sulacap) e Avenida Ministro Edgard Romero, 184 (Madureira).
– Queda de 3 árvores: Paquetá, Taquara e Jardim Botânico.

Previsão do tempo

De acordo com o Alerta Rio, até o final desta noite, a chuva pode ser forte, em curto período de tempo. Áreas de instabilidade continuam atuando em médios e altos níveis da atmosfera, associadas a um canal de umidade, o que deixa o tempo instável.

Transportes

A Supervia, BRT, VLT e Metrô operam normalmente no início da noite desta segunda. Os aeroportos Santos Dumont e Galeão operam no visual para manobras de pousos e decolagens.

Recomendações do Centro de Operações Rio (COR):

– Adie compromissos.
– Permaneça em local seguro!
– Só se desloque se estiver em área de risco ou em caso de extrema necessidade.
– Ofereça abrigo a amigos e familiares.

Acompanhe detalhes sobre as ocorrências relacionadas à chuva no link: bit.ly/alerta_020320 e em tempo real no www.twitter.com/operacoesrio

Defesa Civil

A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, subordinada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), recebeu, das 20h30 de sábado (29/02) até o fim da tarde desta segunda-feira, 604 chamados, sendo os principais por desabamento de estrutura, ameaça de desabamento de estrutura, deslizamento de barreiras e encostas e imóveis com rachadura e infiltração. Os bairros de maior demanda são: Realengo (105 ocorrências), Taquara (54), Campo Grande (39), Bangu (31), Deodoro (21) e Tijuca (21).

Técnicos do órgão atuam desde a madrugada do dia 1° no atendimento dos chamados que chegam via canal 199. Até o momento, foram registradas 54 interdições emergenciais.

Sirenes: Às 13h28, foram desligadas as 30 sirenes das 16 (das 103) comunidades de alto risco geológico do município que estavam ativas desde a madrugada de domingo, dia 1º, visto os índices pluviométricos terem baixado aos níveis de segurança. São elas: Rocinha, Alemão, Joaquim de Queiroz, Morro da Fé, Rua Frey Gaspar, Nova Brasília, Palmeiras, Parque Alvorada, Cariri, Vila Cruzeiro, Rua Mirá, Adeus, Piancó, Sítio Pai João, Comandante Luiz Souto e Espírito Santo. As localidades são monitoradas 24 horas pelo sistema de alertas sonoros da cidade, que é acionado quando o índice pluviométrico atinge protocolos de desocupação preventiva.

Reboques: Em outra frente, dentro de ação integrada com a Defesa Civil e a Comlurb, a Coordenadoria de Fiscalização e Reboques (Cfer) já auxiliou, desde domingo, na retirada de 41 automóveis que foram arrastados pelas águas nos pontos mais atingidos pelas fortes chuvas, principalmente em Realengo, Bangu e Taquara, na Zona Oeste. Os carros – que estavam atolados, amontoados ou foram encontrados em rios – foram realocados para pontos seguros, liberando a via para a circulação do trânsito e pedestres. Uma retroescavadeira da Comlurb está sendo usada na operação, que continuará nesta terça.

Comlurb

A Comlurb permanece com suas equipes operacionais nas ruas para mitigar os efeitos que a chuva muito forte causa à cidade desde a noite de sábado. Até as 18h desta segunda-feira, a Companhia contabilizou 224 ocorrências, a grande maioria relacionada a bolsões d’água. E um grande contingente permanece realizando o serviço de remoção e raspagem nas ruas do Centro da Taquara, em Jacarepaguá, e na comunidade do Barata, em Realengo.

Em todas as ações até agora, já foram desobstruídos 2.066 ralos e removidas 1.705 toneladas de resíduos diversos. O efetivo total da operação especial chuvas chega a 6.180 garis e 726 agentes de limpeza urbana. Foram  utilizados ainda 313 caminhões e 26 pás carregadeiras e seis minipás.

Até o momento, houve o registro de 20 quedas de árvore na cidade, sendo que em 19 o serviço está concluído, e um caso depende de apoio da Light para desligar a rede elétrica e garantir a segurança dos garis.

A Comlurb aproveita para destacar a importância da colaboração da população no descarte correto de seu lixo domiciliar. Solicitamos que, em caso de grandes precipitações, a população aguarde o término das chuvas para ofertar seus resíduos para o caminhão de coleta.

 

Órgãos da Prefeitura trabalham em Realengo para reduzir os efeitos da chuva. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
Órgãos da Prefeitura trabalham em Realengo para reduzir os efeitos da chuva. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

 

Guarda Municipal

Ao todo, 858 agentes, com apoio de 187 viaturas, trabalham em todas as regiões nas ações de rotina e em pontos onde houve registro de ocorrências de bolsões de água, quedas de árvore, alagamentos e semáforos apagados. As equipes apoiam ainda as ações da Defesa Civil, Centro de Operações e dos demais órgãos da prefeitura. No domingo, equipes do Grupamento de Operações Especiais (GOE), utilizaram um bote para resgatar moradores ilhados, sendo oito pessoas, três crianças e um cachorro no bairro Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio.

Gabinete de Gestão de Crise
A Guarda Municipal  criou o Gabinete de Gestão de Crise para situações de calamidade, desastres ambientais e outras ocorrências de grande impacto na cidade. O gabinete é acionado a partir da mudança do estágio operacional para situações de emergência no município classificado como “Atenção” pelo Centro de Operações e Rio (COR). Entre as atribuições, está a disponibilização do efetivo para pronto emprego na cidade, movimentação de recursos humanos e veículos para áreas de maior necessidade, manter rede de comunicação entre os coordenadores das unidades operacionais de cada área, entre outros.

 

Secretaria de Ordem Pública em ação, em Realengo. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
Secretaria de Ordem Pública em ação, em Realengo. Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

Assistência Social

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) informa que segue monitorando todos os pontos de apoio oficiais da Defesa Civil, com as equipes técnicas de coordenações à disposição para dar atendimento em caso de alguma necessidade. A Secretaria também deu suporte às famílias que ficaram desalojadas e desabrigadas com colchões e cestas básicas.  Ao todo, 63 pessoas estão desalojadas e 6 desabrigadas.

Em Santa Cruz, um grupo de famílias desabrigadas em Rolas passou a noite no CIEP 1º de Maio. Inicialmente, o grupo tinha 70 pessoas, mas somente seis pernoitaram de fato na escola. A maioria voltou pra casa e cerca de 30 pessoas se abrigaram numa igreja próxima.

A Secretaria de Assistência Social criou uma força- tarefa para prestar atendimento em vários pontos na cidade nesta segunda-feira.

• Número de atendimentos:

– Até as 17 horas, a SMASDH fez 361 atendimentos em doze bairros da Zona Oeste: em Jardim Maravilha, Magarça, Sepetiba, Santíssimo, Campo Grande, Realengo, Vila Kennedy, Senador Câmara, Taquara, Parque Columbia, Acari, Muquiço.

• Número de demandas de colchonetes e cestas básicas:

– 92 colchonetes.
– 93 cestas básicas.

 

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