Mais 150 trabalhadores de 30 bairros recebem crachás de identificação do Ambulante Legal

Publicado em 25/11/2019 - 18:39 | Atualizado
Para Tania, crachá é a garantia que sempre quis de estar legalizada. Foto: Marco Antonio Rezende / Prefeitura do RioPara Tania, crachá é a garantia que sempre quis de estar legalizada. Foto: Marco Antonio Rezende / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta segunda-feira, 25 de novembro, mais 150 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. O evento, no Palácio da Cidade, reuniu titulares de licenças para comércio ambulante que atuam que atuam em 30 bairros da cidade: Cascadura, Madureira, Vila da Penha, Irajá, Pavuna, Vista Alegre, Botafogo, Quintino Bocaiuva, Oswaldo Cruz, Marechal Hermes, Vicente de Carvalho, Ricardo de Albuquerque, Rocha Miranda, Guadalupe, Taquara, Freguesia, Pechincha, Jacarepaguá, Joá, Praça Seca, Vila Valqueire, Anil, Gardênia Azul, Laranjeiras, Gávea, Flamengo , Ipanema, Jardim Botânico, Tanque, Copacabana.

– Este crachá é um documento público tão importante como o crachá que carrego, de prefeito. É o seu direito para exercer com dignidade e honradez a sua profissão. E não há ninguém melhor do que ninguém quando as pessoas cumprem a lei e trabalham com dignidade – disse o prefeito, que alertou para a importância de manter a autorização sempre visível: – Nós vamos separar o joio do trigo. O trigo é quem tem crachá, e o joio é quem não tem. Por quê? Porque ele está sem respeitar a lei, faz bagunça. Muitos vendem produtos roubados. Para não fazer injustiça, estamos dando crachá. Quem não tem vai sair.

Os crachás têm QR code, tecnologia que permite a identificação e outras informações em tempo real sobre o ambulante. Foto: Marco Antonio Rezende / Prefeitura do Rio
Os crachás têm QR code, tecnologia que permite a identificação e outras informações em tempo real sobre o ambulante. Foto: Marco Antonio Rezende / Prefeitura do Rio

O programa já alcançou 108 bairros na cidade e distribuiu 5.262 crachás com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite não só à fiscalização, mas também à população acessar informações como o nome, o número de inscrição e as mercadorias que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local em que aquele ambulante pode atuar na cidade, respeitando o ordenamento urbano.

Além das regiões contempladas no evento, também foram beneficiados pela política de ordenamento urbano implantada na atual administração os seguintes bairros: Catete, Leme, Urca, Humaitá, , Gloria, Lagoa, São Conrado , Cocotá, Ramos, Penha Circular , Olaria, Inhaúma, Jacaré, Pilares, Del Castilho, Piedade, Méier, Maria da Graça, Engenho Novo, Cachambi, Higienópolis, Jacarezinho, Engenho de Dentro, Todos os Santos, Água Santa, Lins de Vasconcelos, Abolição, Encantando, Bancários, Riachuelo, Penha, Tauá, Tomás Coelho, Bonsucesso, Engenho da Rainha , Praia da Bandeira, Arpoador, Leblon, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Pedra de Guaratiba, Sepetiba, Jardim Guanabara, Ribeira , Freguesia, Jardim América, , Vigário Geral, Portuguesa, , Braz de Pina, Zumbi, Parada de Lucas, Moneró, Pitangueiras, Cordovil, Jardim Carioca, Galeão, Cacuia, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Saúde, Benfica, Caju, Centro, Coelho Neto, Mangueira, Paquetá, Santo Cristo, São Cristóvão, Turiaçu, Anchieta, Barros Filho, Bento Ribeiro, Parque Anchieta, Parque Columbia, Vila Kosmos, Cosme Velho e Maré.

Para Tânia Aparecida Barbosa dos Santos, de 53 anos, o crachá entregue nesta segunda-feira representa a oportunidade de enfim sustentar sua família em segurança, sem o risco de apreensões e outras incertezas que tanto a atormentavam.

– Hoje, eu trabalho vendendo bonés, mochilas, bolsas na Freguesia. Estou lá há 30 anos. Agora, tenho a garantia de que está tudo legalizado, não preciso correr para esconder as mercadorias. Já perdi muitas, tinha dia que até ficava sem ter o que comer por causa disso – relembrou Tânia, que sustenta nove pessoas: três netos e seis sobrinhos, filhos de uma irmã que faleceu.

O crachá também significa a esperança de um futuro mais seguro para Karla Patrícia Ferreira Suzano, de 35 anos. Mãe de um casal de 9 e 2 anos de idade, ela disse que, com o documento, poderá enfim trabalhar junto com o marido, desempregado há três anos, no comércio de plantas no Largo do Sapê, em Oswaldo Cruz.

– Estamos realizando um sonho. Precisamos de uma fonte segura de renda e esse crachá dá a gente de trabalharmos em paz e termos o nosso dinheiro. Para mim é um dia de muita alegria – afirmou.

Além da entrega dos crachás, os ambulantes tiveram à disposição no evento os serviços dos seguintes órgãos:

Ambulante empreendedor

A Prefeitura estabeleceu parceria com o Sebrae para tornar os ambulantes empreendedores. O Sebrae dá orientações sobre como se tornar microempreendedor individual (MEI). E oferece cursos gratuitos e exclusivos para trabalhadores do Ambulante Legal. São o “Sei Vender” e o “Sei Controlar o Meu Dinheiro”, com dicas para aumentar as vendas e administrar melhor as finanças.

Procon Carioca

O órgão municipal oferece aos ambulantes orientação e consultoria gratuitas para negociação de dívidas e cobranças indevidas e também sobre como limpar nome sujo. Os documentos necessários são carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e nota fiscal.

Caixa

A Caixa Econômica Federal esclarece dúvidas sobre como abrir conta corrente, adquirir a maquininha para cartão e ser inserido no sistema financeiro.