Fernanda Tejada toma posse como secretária municipal de Urbanismo

Publicado em 13/05/2019 - 17:44 | Atualizado
Fernanda Tejada, secretária de Urbanismo: "Temos que ser mais deliberativos para sermos menos legisladores"Fernanda Tejada, secretária de Urbanismo: "Temos que ser mais deliberativos para sermos menos legisladores". Foto: Maurício Val / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, deu posse nesta segunda-feira, 13 de maio, à nova secretária municipal de Urbanismo, Fernanda Tejada. Funcionária de carreira da Prefeitura, com 43 anos de idade, ela comandava desde 2017 a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização Urbanística da Barra da Tijuca.

– Hoje toma posse uma nova secretária de Urbanismo, e nossa cidade tem problemas e desafios a vencer. Fernanda está chegando agora (ao comando da Secretaria), mas verificamos sua performance na AP-4 (Área de Planejamento da Barra da Tijuca e do Recreio). Ela procura enfrentar cada um dos problemas com grande altivez. Problemas que a outros poderiam atemorizar, mas não a ela. Vamos continuar trabalhando para que o Rio melhore e possa ser lembrado como uma cidade que venceu a sua crise – declarou Crivella.

Fernanda Tejada destacou que a Secretaria Municipal de Urbanismo tem a missão de “equacionar tanto a área já densamente povoada quanto a vasta área ainda por ocupar”. E enumerou alguns de seus desafios à frente da Pasta:

– É necessário criar metas alcançáveis: otimizar e agilizar os procedimentos, melhorar a qualidade do atendimento ao público, elaborar procedimentos de fiscalização mais eficientes e, talvez o mais importante de todos, adequar as leis aos desafios atuais. Temos que ser mais deliberativos para sermos menos legisladores e, para isso, é necessário prosseguir com a atualização e a modernização da legislação urbanística – afirmou a nova secretária.

Valéria Razan, subsecretária que ocupava interinamente o comando do Urbanismo, foi nomeada vice-presidente do Conselho Rio Capital Mundial da Arquitetura, responsável pela governança das ações que serão programadas para 2020, quando a cidade sediará o 27º Congresso Mundial de Arquitetura. O presidente do Conselho é o prefeito Marcelo Crivella.

Rio, a primeira capital mundial da arquitetura

Conhecida mundialmente por suas belezas naturais, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira Capital Mundial da Arquitetura em janeiro deste ano, quando foi feito o anúncio pela Unesco, a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para educação, ciência e cultura. O Congresso Mundial de Arquitetos UIA (União Internacional dos Arquitetos) ocorre a cada três anos, e, a partir da edição carioca, a cidade que sediar o evento receberá também o título.

Além de atrair novamente as atenções internacionais de forma positiva, o título de Capital Mundial da Arquitetura destaca um aspecto ainda pouco difundido do Rio: seu valor arquitetônico. A cidade tem muito a oferecer nesse sentido: construções do período colonial; prédios no estilo art-déco, que marcou as primeiras décadas do século passado; e os primeiros edifícios modernistas e pérolas da arquitetura de Oscar Niemeyer, maior nome brasileiro, reconhecido mundialmente. No entanto, segundo diversos especialistas, o principal legado será o de identificar metas que possam ser traçadas para os próximos dez anos, o que ajudará a construir políticas públicas para a melhoria do projeto urbanístico da cidade.