Prefeitura faz obras emergenciais em policlínicas das zonas Norte e Oeste para instalar tomógrafos

Publicado em 26/04/2020 - 17:49 | Atualizado
Tomógrafos como este, comprados pelo Município, são fundamentais no combate ao novo coronavírus. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do RioTomógrafos como este, comprados pelo Município, são fundamentais no combate ao novo coronavírus. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou a construção de espaços específicos para a instalação emergencial de tomógrafos de última geração em três unidades de saúde do município nas Zonas Norte e Oeste.

Os equipamentos diagnosticam com precisão se a pessoa está infectada com o novo coronavírus, permitindo, assim, que seja orientada a seguir os protocolos mais rígidos de isolamento social ou, conforme o caso, ser encaminhada para tratamento imediato.

Quais são as policlínicas

Serão beneficiados os pacientes das policlínicas Rodolpho Rocco, em Del Castilho; Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz; e Manoel Guilherme da Silveira Filho, em Bangu. As obras de adequação são necessárias para a blindagem dos ambientes que receberão os tomógrafos e à segurança dos usuários. As intervenções em cada policlínica estão sendo feitas em áreas externas dos terrenos.

Entre os serviços executados estão o revestimento das paredes com mantas de aço, instalações elétricas e de portas blindadas, sistemas de refrigeração e de iluminação, e tratamento do piso para sustentar os aparelhos.

Quando terminam as obras

Iniciadas em 20/04, a previsão é que as obras estejam concluídas até o próximo fim de semana.

– São tomógrafos top de linha, de 128 canais, que vão ajudar muito os médicos a fazer diagnóstico precoce da Covid-19. O tomógrafo é o melhor exame para detectar pneumonia provocada pelo novo coronavírus. E, quanto mais precoce for essa detecção, mais chances a gente tem de vencer a doença – afirmou Crivella neste domingo 26/04, após vistoriar cada obra.

Como são os tomógrafos e qual a importância deles

Os aparelhos têm 128 canais, o que significa que são de alta resolução, com imagens de grande definição e nitidez. Essa tecnologia de ponta é essencial para o trabalho dos médicos no diagnóstico de problemas pulmonares em decorrência da Covid-19.

Cada equipamento custou US$ 950 mil e vai realizar, em média, 1.200 exames por mês. Os três novos tomógrafos vão ajudar a desafogar as altas demandas dos hospitais de emergência das zonas Norte e Oeste.

Reforço tecnológico na saúde começou antes da pandemia

A Prefeitura do Rio comprou ao todo, na atual gestão, 27 tomógrafos. Desse total, 11 já haviam sido adquiridos no início do governo Crivella. Dez deles estão em funcionamento e realizaram mais de 140 mil exames. Eles foram instalados nos hospitais Souza Aguiar, Salgado Filho, Miguel Couto, Pedro II, Lourenço Jorge, Ronaldo Gazolla, Evandro Freire, Rocha Faria, Francisco da Silva Telles e Albert Schweitzer. O último dessa leva entrará em funcionamento no Hospital da Piedade.