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Para aproximar mães e filhos, unidades da rede municipal de saúde ensinam técnica de massagem milenar
Publicado em 14/05/2023 - 09:00 | Atualizado em 14/05/2023 - 11:18
Mãe pratica shantala em bebê - Edu Kapps / SMS-Rio Alerta de fofura na rede municipal de saúde do Rio. Em uma sala na Clínica da Família Dalmir de Abreu Salgado, em Guaratiba, na Zona Oeste, um grupo de gestantes e de mães com seus bebês aprende uma massagem para fazer nos pequenos. É a shantala, uma das práticas integrativas e complementares oferecidas pela Secretaria Municipal de Saúde, que está investindo na qualificação de profissionais para levar a técnica a mais unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde). Entre abril e maio, a expectativa é treinar mais de 200 profissionais de equipes e núcleos de apoio à saúde da família, tornando-os aptos a ensinar às novas mamães das suas unidades.

Mas, afinal, o que é mesmo shantala? Trata-se de uma massagem milenar indiana para bebês que ficou conhecida com esse nome após o obstetra francês Frédérick Leboyer aprendê-la, na década de 1970, em viagem à Índia. Ao ver uma mãe massageando seu filho, ele se interessou pela técnica e resolveu chamá-la de shantala, em homenagem à mulher que lhe ensinou.
Os benefícios são variados, vão desde o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, relaxamento, até o alívio de sintomas como cólica e constipação, comuns no período de adaptação à ingestão do leite materno.
– Como são os próprios pais que aplicam, o primeiro benefício que a gente comenta é o vínculo, o contato, o momento. Quantos pais estão em casa e não estão? Estão ali, mas preocupados, ao telefone, então o que a gente recomenda é esse contato, o olhar, o toque. E tem os benefícios físicos que são percebidos já nos primeiros momentos de aplicação da técnica, no mesmo dia, na mesma semana, que é o bebê dormir melhor, o intestino funcionar melhor – explica a enfermeira Juliana Rodrigues, que ensina a prática há 16 anos na rede.
O município ensina a sequência tradicional indiana e recomenda praticá-la em bebês com mais de 30 dias a seis meses de vida. Com a criança ou uma boneca, a mãe aprende na unidade de saúde o passo a passo dos movimentos que deverá fazer em casa, utilizando uma pequena quantidade de óleo natural (de amêndoa ou coco). A reação do pequeno Kauã Miguel, de cinco meses, era de pura alegria enquanto sua mãe, Alcione Xavier, de 26 anos, praticava. Depois, dormiu.
– Eu gostei bastante e ele também. Achei interessante e vou fazer em casa – aprovou Alcione.

Gabrielle Cristina de Souza Moura, de 24 anos, mãe da Ana Alice, de apenas quatro meses, é outra que pretende aderir à shantala:
– É uma prática muito boa da clínica da família, e pretendo continuar fazendo porque ela gostou e disseram que ajuda a acalmar a criança.

Já a professora Larissa Santana, de 30 anos, conta que já conhecia a técnica desde o nascimento da primeira filha, Laura, agora com 5 anos, mas aproveitou o treinamento na unidade para apresentá-la à segunda filha, Aurora, de 5 meses.
– Eu pratiquei na Laura por causa da cólica e gostei bastante. Realmente ajuda a acalmar, dormir melhor e na conexão entre mãe e bebê – relata.
A especialista Juliana Rodrigues ressalta que a prática só não é indicada caso o bebê esteja com febre ou algum mal-estar no dia, e após a amamentação. E destaca ainda mais uma vantagem da shantala: promover a consciência corporal e o reconhecimento de mundo dos pequenos.
– A técnica em si é da completude desse ser. Através do toque, o bebê se enxerga enquanto um ser completo, da sua cabeça aos pés. É um momento em que ele se percebe pro mundo – observa.
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