No embalo da Orquestra nas Escolas, jovens dizem que música abre portas para realização de sonhos

Publicado em 08/04/2019 - 17:39 | Atualizado em 09/04/2019 - 16:51
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Caroline da Silva é uma das integrantes da Orquestra nas EscolasCaroline da Silva é uma das integrantes da Orquestra nas Escolas - Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

Eles são jovens músicos, alunos da rede municipal e nunca saíram do Brasil. Agora, terão a oportunidade de conhecer um novo país, onde participarão de intercâmbio que promete lhes abrir portas, graças à parceria firmada pela Prefeitura do Rio. São vidas repletas de sonhos, e a Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca (OSJC) está dando os instrumentos para que todos se realizem.
A violinista Caroline Lorrane Monteiro da Silva (foto acima), de 13 anos, diz que a lição de harmonia aprendida na OSJC vai muito além da música.

– A Orquestra é uma forma de interagir com pessoas muito diferentes de nós. Isso muda a gente, hoje eu sou uma pessoa melhor porque aprendi a conviver com diferenças – conta Caroline , aluna do 8º ano da Escola Municipal Coelho Neto, em Ricardo Albuquerque.

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Caroline diz que aprendeu a tocar o instrumento na igreja que frequenta, em Anchieta, mas foi na Orquestra, onde está há um ano e sete meses, que teve contato com autores clássicos e se aprimorou. Ela deseja seguir carreira e, por isso, a viagem para a Espanha é vista como uma etapa importante nessa caminhada.

– Nunca viajei para fora do país e meu sonho é estudar em Harvard. Por isso, estou muito feliz. É um primeiro passo para chegar lá.

Marcelo Ramos faz parte do programa Orquestra nas Escolas
Marcelo Ramos faz parte do programa Orquestra nas Escolas – fotos de Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

Marcelo Leonardo Ramos, de 13 anos, aluno do 8º ano da Escola Municipal Francis Hime, em Jacarepaguá, conta que sempre gostou de percussão e, aos 6, aprendeu sozinho a tocar esses instrumentos, observando outros músicos.

– Mas na orquestra aprendi a ter técnica, a ter a postura correta, a tocar em conjunto. Hoje toco tímpano, xilofone, bateria… E conheci muitos autores. Gosto bastante de Villa Lobos – diz um compenetrado Marcelo, que já traça seus planos, sem esconder o orgulho pela oportunidade de integrar um projeto que será conhecido no exterior: – Vou fazer concurso para a Marinha, para ser oficial. Quero conhecer outros países, outros povos, e agora já vou representar o Brasil.

Karyne é violinista na Orquestra nas Escolas
Karyne é violinista na Orquestra nas Escolas – fotos de Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

O desejo de entrar para Marinha, além da música, une Marcelo a sua colega de orquestra Karyne Rodrigues, de 13 anos, aluna do 8º ano da Escola Municipal Sobrino Porto, em Bangu. Karyne, no entanto, pretende se profissionalizar como música. Ela não vê a hora de viajar e participar do intercâmbio na Espanha oferecida pela OSJC:

– Quero ser violinista profissional e entrar como música na Marinha. Agora, vou descobrir um novo mundo com a Orquestra. Vou construindo meu caminho degrau por degrau – afirma Karyne.