Prefeitura recebe 164 camas elétricas doadas para o hospital de campanha no Riocentro

Publicado em 20/04/2020 - 14:05 | Atualizado em 20/04/2020 - 18:21
cama-que-vale-2Cento e sessenta e quatro das 264 camas elétricas, doadas por duas empresas, chegaram hoje ao Hospital de Campanha do Riocentro. Foto: Marcos de Paula/ Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, apresentou, nesta segunda-feira (20/04), as primeiras 164 camas elétricas com controle remoto, doadas ao hospital de campanha, no Riocentro, pelas empresas Belo Monte Transmissora de Energia e Xingu Rio Transmissora de Energia. Ambas usaram uma linha de investimento social oferecida pelo BNDES. Outras 100 camas devem chegar nos próximos dias para serem instaladas no CTI do hospital.

– É uma doação, no valor total de R$ 2,5 milhões, de duas empresas que dão um exemplo para todos nós do Brasil. Agradecemos muito. Todas essas modernas camas depois vão ser usadas na nossa rede municipal – disse Crivella que, em seguida, completou: – Esse hospital de campanha, na verdade, é o maior da rede. Ele é maior que o Albert Schweitzer. Tem 500 leitos, sendo 100 de UTI e 400 de clínica médica. Certamente, quando terminar essa pandemia, tudo isso vai ser montado num novo grande hospital – afirmou Crivella.

As camas elétricas chegaram ao hospital de campanha e já começaram a ser instaladas. Foto: Marcos de Paula/ Prefeitura do Rio

Maior unidade de saúde da rede pública de todo o estado, com 16,5 mil metros quadrados de pavilhão e 13 mil metros quadrados de área construída, o hospital de campanha teve sua obra concluída neste domingo (19/04). São 500 leitos destinados a pacientes com o novo coronavírus, sendo 400 de clínica médica e 100 de UTI, entre os quais, 15 com recursos para hemodiálise. A expectativa do prefeito, no entanto, é que não seja necessário usar toda a capacidade da nova unidade de saúde.

– Claro que espero que nunca chegue a uma lotação total. Todos nós estamos esperando que as medidas tomadas de afastamento social, uso de máscara, lavar as mãos e evitar aglomeração diminuam essa curva de infecção, assim como o número de pessoas internadas em leitos clínicos e leitos de emergência – ressaltou.

Foram montados também um centro cirúrgico em uma área de 500 metros quadrados, com aparelhos de autoclave e termodesinfectador, e três salas para procedimentos, além de um centro de imagens com tomógrafo e raio X digital. O CTI, o centro de imagens e o centro cirúrgico têm instalações de ar-condicionado independentes.

Com a entrada em operação do hospital de campanha, que ocorrerá quando a capacidade total do Hospital Ronaldo Gazolla chegar a 70% de ocupação (dos 381 leitos), a rede municipal de saúde do Rio terá mais de mil leitos para atendimento de pessoas infectadas com a Covid-19. Desde no início da pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde já abriu 313 novos leitos exclusivos em unidades da rede.