SMASDH realiza seminário de políticas sobre drogas

Publicado em 26/06/2019 - 19:32 | Atualizado em 26/06/2019 - 19:37

O  evento contou com a participação do prefeito Marcelo Crivella e do secretário de Assistência Social e Direitos Humanos João Mendes de Jesus.

A SMASDH realizou hoje, por meio da Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas, o Seminário Municipal de Políticas Sobre Drogas – Diálogos e Ações, que tem por finalidade trazer informações para as pessoas que trabalham na área de dependência química, gestores de instituições, que trabalham com prevenção, reinserção social de usuários, que estão em situação de uso abusivo de álcool e drogas.

“Nesta quarta-feira comemora-se o Dia Internacional do Combate às Drogas, uma data instituída pela ONU, e, em comemoração a esta data, a Prefeitura do Rio de Janeiro está oferecendo à população, principalmente às pessoas que trabalham nesta área, o Primeiro Seminário de Políticas sobre Drogas do município, onde serão discutidas diversas ações que existem nesse segmento” – diz Douglas Manassés, Coordenador de Políticas Sobre Drogas, agradecendo ao prefeito Marcelo Crivella por ter acreditado no projeto desde o início.

Diversos profissionais da Prefeitura, técnicos que atendem diretamente os usuários, comunidades terapêuticas e entidades de prevenção e reinserção social trocaram experiências durante o seminário.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, falou do apoio ao projeto:  “A melhor mensagem que a Prefeitura pode dar aos cidadãos do Rio de Janeiro, no dia que nós celebramos o Combate às Drogas é dizer que nós temos portas abertas por pessoas que venceram. E estamos estendendo a mão para aqueles que querem vencer. Nós vamos ajudar não só os pais, que aqui representam seus filhos, mas a muitas outras pessoas”.

O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Mendes de Jesus,  afirmou que “é um sonho que está se tornando realidade nas nossas vidas, e concluiu: “Eu sabia que através da Secretaria de Assistência Social poderia proporcionar à população das comunidades terapêuticas a fazer uma política sobre drogas no Brasil, trazendo soluções palpáveis para as pessoas, os usuários e dependentes químicos”.

Parcerias – A subsecretária de Vigilância Sanitária, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, Márcia Rolim, disse que fechou parceria com a Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas em 2017, e que ficou admirada com a equipe técnica que se formou para esta causa, bem como falou das medidas que foram tomadas juridicamente no município do Rio de Janeiro:

“Estamos legalizando essas instituições. Desde então no município do Rio de Janeiro não existia uma comunidade terapêutica, como pessoa jurídica, ou mesmo com alvará de funcionamento, ou com licenciamento sanitário. Nós construímos um código de atividade econômica para essa atividade. A partir daí, construímos uma portaria para regulamentar o licenciamento sanitário e por meio do código sanitário, através da autodeclaração, hoje nós já temos 23 Instituições com licenciamento sanitário na cidade do Rio de Janeiro. Isso é mais que uma vitória para nós” –  relatou Márcia Rolim, completando que quem trabalha com instituições, que são normativas, burocráticas, sabe que elas dependem de documentação para conseguir financiamento em todas as esferas, sejam elas federal ou estadual.

Ainda de acordo com o Coordenador, Douglas Manassés, a parceria com a Vigilância Sanitária foi de extrema importância, pois instituiu alguns decretos e regulamentou o serviço das atividades nas comunidades terapêuticas.

Wanderley Rebello, presidente da Comissão de Políticas Sobre Drogas da OAB-RJ, também firmou parceria com a Prefeitura do Rio nesse trabalho: “Eu trabalho nesta política desde o ano 2000. É a primeira vez que eu vejo um pessoal, além de muito competente, focado no tema. E estamos trabalhando juntos. Tenho certeza que vamos realizar bons trabalhos juntos – assevera o advogado.

Sabrina Presman, presidente da Associação Brasileira de Estudo de Álcool e Outras Drogas (ABEAD) falou da importância da prevenção e capacitação no seminário: “Nossa missão é capacitar profissionais a entender a abordagem, políticas públicas em álcool e drogas. Estar acontecendo hoje na Prefeitura do Rio este evento de capacitar, fiscalizar, junto com a vigilância sanitária, junto com profissionais é fundamental, vai mudar a vida de muita gente”.

Gilmar Ferreira, mais conhecido como Tico do Gato, tem um filho que está em recuperação de dependência química há três anos e falou do trabalho que está sendo realizado pela Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas: “Essa iniciativa é muito boa, acho que as pessoas tem que se conscientizar e somar. São muitas famílias precisando de apoio, e não sabem onde encontrar. Quem tem filhos com dependência sofre muito, e alguns pais até adoecem. Os familiares começam a ficar doentes. Acredito que essa iniciativa política vai resgatar muitos jovens e famílias”.

Sidney da Fonseca Mendes, cantor e radialista, abriu o seminário cantando a música “É preciso saber viver”, de Roberto Carlos, e falou da importância das comunidades terapêuticas, uma vez que ele se tratou e há 14 anos está limpo, ou seja, sem uso de nenhum tipo de droga.

“Se não tiver uma política pública sobre drogas, de uma forma mais atuante, a gente não vai conseguir diminuir a violência, porque  é a base de tudo. O dependente químico vai e compra sua droga e ali ele está de uma certa forma,  patrocinando o traficante. Ter aqui os técnicos, comunidades terapêuticas, o prefeito aqui, participando desse evento, é uma oportunidade que a gente tem de poder mostrar que esse trabalho tem que ser feito.  É de suma importância as comunidades terapêuticas receberem uma ajuda governamental.

Também estiveram presentes no evento a vereadora Tânia Bastos e o secretário de Ordem Pública do Rio, coronel Paulo Amêndola.

A Segunda Semana Rio Sem Drogas conta com várias atividades que se encerram no dia 6 de julho com uma Ação Social no Parque Madureira, com serviços de assistência social e saúde, com a participação das comunidades terapêuticas e entidades de prevenção e reinserção social.