Casa de Acolhida do Catete oferece atividades a meninas em reinserção social

Publicado em 24/04/2019 - 20:00 | Atualizado em 25/04/2019 - 16:38

A Casa de Acolhida do Catete, equipamento da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) da Prefeitura do Rio de Janeiro, funciona desde 2008, na Zona Sul da cidade, oferecendo abrigo para meninas de 12 a 18 anos, que apresentam algum histórico de violação de direitos, muitas vezes sem qualquer referência e vínculos sociais totalmente rompidos.

A Casa beneficia usuários da rede de proteção social da Prefeitura do Rio e realiza um trabalho voltado para o investimento na autonomia pessoal e reinserção social, seja ela em família de origem, extensa, ou substituta.

Enquanto a jovem está na Casa, ela é direcionada para os serviços como emissão de documentos pessoais, direito à saúde, educação, cultura e lazer.

O secretário da SMASDH, João Mendes de Jesus, esteve na Casa visitando as meninas e conversou com elas e a direção. Para o secretário, trabalho tão importante merece total atenção da Secretaria.

João Mendes conta que está se esforçando para conseguir realizar melhorias para as internas. “Aqui nós oferecemos uma série de atividades de enriquecimento cultural e educacional. Todos os nossos colaboradores trabalham com muito amor e carinho. O atendimento é humanizado e mostra que o trabalho da SMASDH vai além da parte técnica e se preocupa, verdadeiramente, com cada pessoa que precisa de nosso apoio e auxílio” — afirma.

A diretora da Casa, doutora em serviço social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Jociane Souza, contou como funciona o projeto pedagógico do espaço. “Ele foi reformulado em 2017 e se transformou no “Janelas do Sorriso”. Vimos que seria uma possibilidade de estar se aliando com o entorno da Casa. Existe uma tendência para se articular a sociedade com órgãos públicos para o empoderamento e fortalecimento deste órgão. Enxergamos no voluntariado uma oportunidade tanto para oficinas quanto para reforço escolar, entre outras atividades.

Antes do Programa estar em funcionamento, as pessoas que tinham vontade de contribuir vinham até aqui e davam um sapato, ou um presente, mas isso não é o ideal. Com os serviços oferecidos em aulas, atendimentos e oficinas, tudo começou a funcionar de forma mais efetiva” — conta Jociane.

A Casa trabalha com um sistema que é feito por intermédio de um termo de adesão do serviço voluntariado. Neste programa pedagógico, existe um grupo de dezenas de voluntários que oferecem serviços variados. Um deles é o tratamento psicológico com oficinas de apoio de universidades, entre elas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que trabalha com o grupo de Psicologia “Conhecer para Cuidar”.

Aulas de Yoga, dança, reforço escolar, maquiagem profissionalizante, oficina de alimentação, higiene pessoal e preparo de sanduíches também preenchem o tempo e levam saúde e conhecimento para as meninas. Existe também um grupo que trata de ações ligadas à reflexão sobre o universo feminino, além do acesso a oficinas de pintura, leitura de livros, exibição de filmes, debates, reformas e cuidados com a biblioteca, que são parte das atividades oferecidas pelos voluntários.

Além disso, as jovens mantêm a rotina de estudos na rede municipal de ensino, sendo que  aquelas que já se enquadram com o perfil são encaminhadas para o estágio profissionalizante. Em 2018, 20 meninas foram reinseridas em suas famílias de origem, extensa(parentes) ou substituta.

Confira o depoimento de Jociane Souza, diretora da Casa Acolhedora do Catete:
Amigos de labuta
Primeiro agradeço todas as palavras de força e incentivo.
Divido com vocês o meu pensamento acerca desta reportagem.

Fato que sim nos traz inegável tristeza…
Mas tal notificação está atrelada a uma mídia sensacionalista, onde a visão de direitos se limita a apresentar estrutura e não compreende que este espaço envolve um trabalho técnico e de posicionamento a favor do usuário, que é capaz de garantir direitos e que se faz resistência ao considerar o contexto estrutural que vivemos em nosso País.

Na certeza de que todas as ações que envolvem a socialização dos entraves estruturais foram feitas e que recentemente a unidade sofreu fiscalização do MP, que nos acompanha desde 2012, afirmo que não será esta medíocre informação focalizada, materializada por meio de uma postura antiprofissional, já que foi gravada dentro da unidade sem qualquer autorização, que fará com que eu e minha equipe fiquem desmotivadas, porque nossas ações são maiores, são concretas.

Se a mídia desejar fazer uma matéria sobre a URS Catete, que entre pela porta da frente com a devida autorização necessária, porque temos o que publicizar diante de um trabalho real e que tem muitos resultados. Sem sensacionalismo!

Aí a mídia não procurou saber.
Seguimos…
Gratidão a todos que nos acompanham nesta dura, mas gratificante jornada”.