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Rio arrecadou 37% a mais no 1º semestre de 2025 com serviços ligados ao setor aeroportuário
Publicado em 29/09/2025 - 17:42 | Atualizado- Início/
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- Rio arrecadou 37% a mais no 1º semestre de 2025 com serviços ligados ao setor aeroportuário
O investimento faz parte do Programa Municipal de Fomento a Novas Rotas Aéreas Internacionais - Marcos de Paula/Prefeitura do Rio A cidade do Rio de Janeiro registrou, no primeiro semestre de 2025, um crescimento real de 37,2% na arrecadação do ISS, descontada a inflação, somente com impostos oriundos de serviços do setor aeroportuário. Foram recolhidos R$ 34,4 milhões contra o total de tributos nos seis primeiros meses de 2024, que foi R$ 25,1 milhões. O levantamento foi realizado pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur, e analisou diversas atividades do setor, incluindo logística aeroportuária, utilização de aeroportos, armazenagem, movimentação de mercadorias e apoio aeroportuário.
– Os números comprovam que houve um incremento no setor aeroportuário do Rio, após as medidas de coordenação entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont. Isso só reforça a importância do trabalho que vem sendo feito pela recuperação do Galeão e nos dá ainda mais certeza de estarmos no caminho certo – destacou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima.
O subgrupo que trata da movimentação de passageiros em aeroportos registrou um crescimento real de 22,3%, no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Segundo a SMDE e a Riotur, o levantamento mostra como a política de coordenação entre os aeroportos do Rio impactou no volume de passageiros, no aumento de cargas e, consequentemente, na arrecadação. O estudo reforça a importância da articulação entre a Prefeitura do Rio, o Governo do Estado e o Governo Federal, que resultou na imposição de um limite de voos no Santos Dumont.
– O resultado reforça como os grandes eventos têm papel decisivo na movimentação da nossa economia. Carnaval, Réveillon, Rock in Rio, Web Summit e tantos outros não apenas atraem turistas, mas também ampliam a demanda por serviços ligados ao setor aeroportuário. Esses dados mostram que o Rio tem capacidade de receber, com qualidade, milhões de visitantes e de transformar essa vocação em desenvolvimento econômico, geração de empregos e arrecadação para a cidade – avaliou o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
Política de coordenação entre os aeroportos começou ainda em 2021
A decisão de reequilibrar as operações dos aeroportos do Rio foi consolidada após mais de dois anos de discussões, culminando em um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito Eduardo Paes, em parceria com o governo do estado. A medida visou conter o esvaziamento do Galeão, que, entre 2019 e 2022, sofreu uma redução de 58% no número de passageiros, tornando-se apenas o 10º aeroporto mais movimentado do Brasil (2022).
Prefeito participa da cerimônia de assinatura do novo contrato de concessão do Galeão
O papel estratégico do setor aeroportuário para o Rio
O fortalecimento do setor aeroportuário tem impactos diretos na geração de empregos, no desenvolvimento econômico e na competitividade do Rio de Janeiro como destino global de turismo e negócios. Comparações internacionais demonstram o potencial desse setor: nos Estados Unidos, por exemplo, os cerca de 500 aeroportos do país geram 9,6 milhões de empregos e movimentam US$ 1,1 trilhão, representando 7% do PIB.
Além disso, com forte vocação turística e econômica, a cidade do Rio recebe anualmente centenas de milhares de turistas estrangeiros em eventos de cultura e negócios, como Carnaval, Réveillon, Rock in Rio e Web Summit Rio. Além do turismo, a economia carioca é fortemente baseada no setor de serviços, que representa 86% do PIB da cidade, com destaque para segmentos como saúde, tecnologia, finanças e construção civil.
Estudos da SMDE apontam que um setor aeroportuário fortalecido pode, em 10 anos, aumentar o PIB do estado do Rio de Janeiro em R$ 50,6 bilhões e gerar 684 mil novos empregos. Esse crescimento também teria impacto no cenário nacional, adicionando 0,6% ao PIB do Brasil, no mesmo período.
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