Vigilância Sanitária interdita e multa canil que mantinha animais sob maus tratos

Publicado em 15/08/2019 - 16:59 | Atualizado em 15/08/2019 - 17:29
Cães confinados em espaços reduzidos e com sujeita: sinais de maus tratos e abandono em canil interditado pela Vigilância Sanitária. Foto: divulgaçãoCães confinados em espaços reduzidos e com sujeita: sinais de maus tratos e abandono em canil interditado pela Vigilância Sanitária. Foto: divulgação

Técnicos da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) participaram nesta quarta-feira, 14, da fiscalização conduzida pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Grajaú para conferir a denúncia de um canil ilegal com a criação irregular de animais. Na ação, as equipes constataram total falta de higiene e encontraram animais confinados em espaço insuficiente e em meio a fezes, urina e ração. Alguns estavam com tumores aparentes e outros sem um dos olhos, em um quadro que configurou também maus tratos. As irregularidades – falta de higiene, de licença sanitária e de vacinação de cães – resultaram na interdição do estabelecimento e em infrações aplicadas pela Vigilância.

Fiscais da Vigilância Sanitária encontraram muita sujeira nos locais destinados aos animais em canil interditado e multado. Foto: divulgação
Fiscais da Vigilância Sanitária encontraram muita sujeira nos locais destinados aos animais em canil interditado e multado. Foto: divulgação

Duas pessoas que estavam na casa foram levadas pelos policiais para prestar depoimento na delegacia, com riscos de autuação por crime de maus-tratos.

Já os cerca de 60 animais (46 deles cães de sete raças, a maioria maltês) que viviam no canil ilegal foram acolhidos em lares temporários, como as ONGs Casa de Lázaro, Quatro Patinhas e Pata Amiga, para serem tratados e encaminhados para adoção.

Segundo o médico-veterinário Anderson Borges, do Centro de Controle de Zoonoses da Subvisa, além da total ausência de higiene, o estabelecimento não tinha licenciamento sanitário e nem apresentou comprovante de vacinação dos animais.

– O pior de tudo foi encontrar animais mantidos em espaços sem iluminação e sem ventilação, em um ambiente de muita sujeira e riscos à saúde pública. É muito importante contar com a colaboração da população, que deve denunciar à Central 1746 absurdos como os que encontramos nesse canil, para que a Vigilância faça a fiscalização – reforçou Anderson Borges.

A ação da Subvisa foi acompanhada pela Subsecretaria de Bem Estar Animal e por ONGs de proteção animal, além de representantes da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB-RJ.