Servidores recebem imagem peregrina de São Sebastião na sede da Prefeitura do Rio

Publicado em 16/01/2020 - 13:19 | Atualizado em 16/01/2020 - 13:35
A imagem de São Sebastião, conduzida pelo secretário municipal de Infraestrutura, Sebastião Bruno, é tocada por fiéis no CASS. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do RioA imagem de São Sebastião, conduzida pelo secretário municipal de Infraestrutura, Sebastião Bruno, é tocada por fiéis no CASS. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, recepcionou no final da manhã desta quinta-feira (16/01) a imagem peregrina de São Sebastião, na Prefeitura, cuja sede, na Cidade Nova, leva o mesmo nome do santo. A imagem foi conduzida por uma comitiva liderada pelo cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, que também visitou o Centro de Operações Rio (COR). A passagem da imagem pelo Centro Administrativo São Sebastião (CASS) faz parte da programação da Trezena e Festa do Padroeiro da Cidade do Rio. Funcionários públicos acompanharam uma rápida solenidade, com bênção e orações por eles, pela cidade, e pelos cariocas em geral.

– Fico grato de estar ao lado de dom Orani e seus sacerdotes para orar e pedir a Deus proteção ao Rio de Janeiro. Vivemos momentos difíceis, nossa cidade passou por uma crise enorme, foi epicentro de escândalos em governos passados, que nos envergonharam a todos. Lamentamos ver empresários, líderes políticos e autoridades, inclusive da magistratura, processados e condenados. Isso mostra que precisamos orar e estar juntos. Os cristãos precisam estar unidos em oração para que a cidade possa ser a cidade que todos nós sonhamos – disse Crivella.

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Para dom Orani, a visita, que é feita desde 2010, é também um momento de confraternização e encontro ecumênico.

– Celebrar São Sebastião, um grande mártir da fé, morto numa época em que era proibido ser cristão, nos convida a cada vez mais semear paz e fraternidade. É uma alegria estar aqui neste ano e, mais uma vez, nesta sede administrativa. Não tenhamos desânimo de fazer o bem e continuemos essa nossa missão.

 

O cardeal arcebispo Dom Orani Tempesta exaltou o exemplo de São Sebastião para todos os cristãos. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do Rio
O arcebispo Dom Orani Tempesta exaltou o exemplo de São Sebastião para todos os cristãos. Foto: Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

 

A Trezena de São Sebastião

Com o tema “São Sebastião, Ardoroso Missionário”, a trezena de São Sebastião começou no dia 7, no Santuário Cristo Redentor. Por 13 dias, a imagem peregrina é levada por dom Orani Tempesta a vários pontos do município. Ainda de acordo com Dom Orani, a peregrinação é tida como uma das principais formas de evangelização da Arquidiocese do Rio. O objetivo das visitas “é despertar a fé, a devoção e a unidade do povo carioca”.

O dia dedicado a São Sebastião é 20 de janeiro. No dia anterior há procissão no Centro em homenagem ao santo. Ao longo de duas semanas que antecedem a data, a imagem peregrina de São Sebastião percorre, além da Prefeitura e COR, igrejas, hospitais, casas de assistência a idosos, de saúde, obras sociais, e outros órgãos públicos, escolas e presídios.

Quem foi São Sebastião?

Em publicação no site da Arquidiocese do Rio, Dom Orani explica que São Sebastião foi um leigo e soldado cristão, nascido em Milão, na Itália, por volta do século III, embora haja versões de que tenha nascido em Narbonne, na França.

“São Sebastião, oriundo de família cristã, não se curvou diante das flechadas que levou, mas continuou firme e perseverante, dando testemunho de sua fé em Jesus Cristo. O carioca, tendo São Sebastião como exemplo, também não desanima diante dos problemas e dificuldades da vida, das flechadas de cada dia, mas está sempre levantando e recomeçando a caminhada”, compara Dom Orani.

Nas fileiras romanas, São Sebastião chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Denunciado por isso, foi condenado a morte. Amarrado a um tronco, foi atingido por flechas, mas se salvou.

Recuperado, demonstrou coragem e se apresentou novamente ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, e o acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte, em 20 de janeiro de 288.