Mãe visita escolas da Prefeitura, vê ensino de qualidade e se empenha para matricular filhos na rede

Publicado em 13/02/2020 - 16:58 | Atualizado em 13/02/2020 - 17:17
Tatiane e a filha, Swahili, separam camisas do uniforme da rede municipalTatiane e a filha, Swahili, separam camisas do uniforme da rede municipal. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio

Ao mudar de bairro com a família, em novembro do ano passado, Tatiane Antônia Sena de Oliveira logo se aproximou da vizinhança porque, além de fazer novos amigos, queria uma informação: quais eram os colégios públicos da região onde poderia matricular os filhos Rhuan, de 8 anos, e Swahili, de 12. Nas conversas, soube do Ciep Oswald de Andrade e da Escola Municipal Coelho Neto, que ficam em Jardim Anchieta, na Zona Norte, onde mora atualmente. Ao visitar as duas unidades, da rede de ensino da Prefeitura do Rio, ela se encantou com as propostas educacionais e decidiu que seus filhos estudariam naqueles colégios.

– Eu acredito no ensino público. A educação pública tem que ser sempre o caminho porque é um direito nosso. Quando a gente acha ensino público do jeito que idealiza tem que brigar com unhas e dentes. A Oswald oferece ensino de alemão e inglês, tem projeto de música, teatro. Na Coelho Neto, o muro grafitado já é muito legal. A escola tem segurança, portão travado. Quando estive lá, fui recebida por um dos coordenadores, ele me apresentou a escola, mostrou salas, falou do projeto extra classe de música. O pátio parecia o de uma escola dessas novelas de adolescente, com jovens e seus instrumentos sentados pelo chão. Quando minha filha viu isso, ela adorou.

O ensino de qualidade descrito por Tatiane, que tem formação no ensino normal, não é por acaso. Em 2019, a Prefeitura investiu 28,77% do orçamento em educação, ultrapassando o percentual mínimo exigido por lei, de 25%. E, ainda, aplicou 77,90% do arrecadado com o Fundeb na remuneração do magistério, sendo que o mínimo estipulado é 60%.

História com final feliz

Adiantando um pouco o fim da história, sim, Rhuan e Swahili estão matriculados no Oswald e na Coelho Neto, respectivamente. Mas, quando começaram as inscrições para as escolas do município, Tatiane levou um susto ao constatar que não havia vagas para as turmas pretendidas. No entanto, ela não se conformou e, como disse, foi atrás do seu direito:

– Fui à 6ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação), liguei para a Secretaria de Educação. Dizia que precisava muito verificar a questão de vaga, queria que meus filhos estudassem naquelas escolas. Achei que levaria tempo para ter uma resposta, que talvez só depois do início das aulas, mas em menos de 15 dias recebi uma ligação da secretaria informando que meus filhos seriam matriculados onde eu queria – conta Tatiane.

Em agradecimento, a mãe escreveu uma mensagem para a secretaria elogiando o empenho das pessoas na solução do seu problema:

– Fui criada assim. A gente conhece muito dos nossos direitos, cobra muito. É dever do município dar estudo próximo da nossa casa. Mas, quando você tem esse retorno rápido, eu achei que ia ficar três meses brigando por vaga, e tudo aconteceu em 10, 15 dias. Quando isso aconteceu, achei que precisava agradecer.

Tatiane Antônia Sena de Oliveira, no pátio da Escola Municipal Coelho Neto. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio