Voluntários levam amor e alegria a pacientes do HMRF

Publicado em 03/07/2019 - 16:54 | Atualizado em 04/07/2019 - 09:36
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Voluntários do Hospital Municipal Rocha FariaPacientes do Hospital Municipal Rocha Faria têm a rotina transformada pela ação dos seis grupos de voluntários que visitam a unidade

Os pacientes do Hospital Municipal Rocha Faria (HMRF) têm a rotina transformada pela ação dos seis grupos de voluntários que visitam a unidade levando um pouco de alívio e alegria por meio da música, teatro,  contação de histórias entre outras iniciativas do bem.  Para muitos, eles são a única visita que recebem. 

 As redes de voluntariado crescem dia após dia no Brasil e no Hospital Rocha, Faria, administrado pela RioSaúde, são  cerca de 140 voluntários que vem humanizando o ambiente hospitalar,  doando seu tempo e amor para quem mais precisa. O objetivo deles é fazer o bem e proporcionar momentos de felicidade num ambiente, marcado normalmente pela  dor e  solidão.

 O trabalho é coordenado por Juliana Mallemont, coordenadora de Recursos Humanos e responsável pelo Centro de Estudos da unidade,  que trabalha em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para implantar os projetos de voluntariado  em unidades da RioSaúde.

– O objetivo do voluntariado é trazer acolhimento e tornar o ambiente hospitalar mais agradável. Os grupos desenvolvem ações e  deixam uma palavra amiga para quem muitas vezes nem recebe a visita de familiares – conta Juliana.

 

Cerca de 140 voluntários que vem humanizando o ambiente hospitalar

 

 Conheça algumas das ações dos voluntários que atuam no HMRF :

Servos da Alegria

“É gratificante ouvir de uma mãe   que conseguimos fazer o filho esquecer um pouco a dor”

Todo quarto sábado do mês, as palhaças do Servos da Alegria percorrem as enfermarias cantando e brincando com os pacientes e acompanhantes.  Seja criança ou adulto, ninguém resiste às palhaçadas da trupe. O grupo nasceu há cinco anos em Niterói com o Padre Marcelo José e cinco jovens  e foi crescendo com a adesão de dezenas de pessoas que se uniram com o  objetivo de levar a alegria para  quem está dentro dos hospitais, asilos e creches. No Hospital Rocha Faria, o grupo é formado apenas por mulheres e tem como coordenadora a  agente comunitária Sarah  Enny de Oliveira Silva. Formada em psicologia, ela conta que decidiu ser voluntária após ver a ação de um grupo semelhante no hospital, onde a filha nasceu há 11 anos.

 – Proporcionar momentos de felicidade aos pacientes nos deixa revigoradas.É gratificante ouvir de uma mãe  que conseguimos fazer o filho esquecer um pouco a dor. Nos emocionamos ao arrancar o sorriso de uma criança em sofrimento.

 

Corte de cabelo

Toda semana, às segundas-feiras,  os pacientes do Hospital Rocha Faria recebem cuidados especiais de uma equipe de voluntários que vai à unidade  para cuidar da aparência deles, fazendo barba, cortes  de cabelo e unhas.

Além da habilidade com as ferramentas de trabalho,  o grupo encontra tempo para ouvir as histórias de todos e deixar uma palavra amiga. “Eles trazem conforto e nos dão mais confiança. Fazem a gente se sentir renovado e preparado para enfrentar o que vier”, diz o paciente Sebastião Rodrigues.

 A técnica de enfermagem Alessandra Alves ressalta que os pacientes aguardam com ansiedade pela chegada dos voluntários.

 –  A gente percebe como esse cuidado especial mexe com a autoestima do paciente, fazendo ele se sentir mais bonito e confiante.

 

Brinquedoteca

Na Brinquedoteca, as crianças se divertem com as brincadeiras e histórias contadas pelos  voluntários. Todos os livros e brinquedos do espaço, que fica no  Setor de Pediatria, no andar térreo do hospital,  foram doados por funcionários da unidade e comerciantes de Campo Grande. Voluntária na Brinquedoteca,  Ana Lúcia Costa conta que  aprende muito ao trabalhar com as crianças.

– É uma troca constante. A interação com os pequenos pacientes do hospital me dá  oportunidade de presenciar muitas histórias. Assim como elas, eu também aguardo ansiosa para as duas horas que passamos juntas toda sexta-feira.

   O espaço de diversão para as crianças internadas  funciona todas às sextas-feiras, das 15h às 17h.

 

Projeto Polvinho

Os polvos de crochê confeccionados por cinco voluntárias são um sucesso.  Inspirados num movimento que começou em 2013 na Dinamarca, os ‘bichinhos’ são colocados dentro das incubadoras, junto aos bebês prematuros  para  ajudar a acalmar os recém-nascidos.  Os tentáculos lembram o cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida à do útero materno, o que deixa o bebê mais tranquilo.

 ” De cores variadas, os polvinhos são esterilizados antes de serem entregues e a cada sete dias.  São cerca de 50  doados por mês pelas voluntárias e cada bebê leva o seu novo companheiro  para casa quando recebe alta”.

A Maternidade do Rocha Faria realiza  em média 450 partos por mês.  Em média, são 30 bebês prematuros ou com baixo peso que ficam internados e são beneficiados pelo projeto.

 

Interessados também podem se voluntariar

Para ser um voluntário basta enviar um projeto para o e-mail rhhrf.riosaude@gmail.com,  explicando do que se trata, quantas pessoas participam e qual o objetivo.

 

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  • 3 de julho de 2019