Crivella recebe residentes de Pós-Graduação em Medicina Veterinária

Publicado em 18/03/2019 - 16:12 | Atualizado em 19/03/2019 - 14:28
Foto: Mariana Ramos/Secretaria Municipal de Saúde

O prefeito Marcelo Crivella recebeu, nesta segunda-feira (18/03), no Palácio da Cidade, os integrantes das duas turmas de médicos-veterinários do programa municipal de Residência Profissional em Medicina Veterinária. Lançado ano passado pelo prefeito, é o único no país com foco em vigilância sanitária. A residência é um curso de pós-graduação credenciado pelo Ministério da Educação, com dedicação exclusiva por dois anos, 60 horas semanais (de segunda a sábado) e bolsa de R$ 3.300.

Prefeito Marcelo Crivella recebe residentes de Medicina Veterinária
Foto: Marana Ramos/Secretaria Municipal de Saúde

No último dia 12, a Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) recebeu a segunda turma de dez médicos-veterinários do programa, que se integram à primeira, também com dez profissionais, iniciada em 2018.

– O Rio de Janeiro ganha muito com os vinte residentes que estão vindo de diversas partes do país para trabalharem conosco. Eles também ganham, porque em diversos setores da Prefeitura (hospital, laboratório, mesa de cirurgia, anestesia, na fiscalização), eles vão estar ao lado de grandes profissionais, que estão fazendo um papel extraordinário na vigilância sanitária e no cuidado com os animais aqui no Rio de Janeiro – afirmou Crivella, após almoçar no palácio com os integrantes das duas turmas.

O programa é uma das frentes de formação desenvolvidas pela Superintendência de Educação da Vigilância Sanitária. A primeira turma de dez residentes segue por mais um ano nas três unidades de atendimento veterinário da Vigilância: Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santa Cruz; Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp) e o Instituto Jorge Vaitsman (IJV), ambos no mesmo complexo, na Mangueira.

– A residência em medicina veterinária é uma modalidade de pós-graduação voltada, em especial, para os recém-formados, com treinamento profissional supervisionado em nossas unidades de zoonoses e por tempo integral. O principal objetivo é capacitar esse profissional, que passa cinco anos na graduação, mas precisa de prática para ganhar o mercado de trabalho e atuar até mesmo no setor público – explicou a médica-veterinária Márcia Rolim, que, há dois anos à frente da Subvisa, vem intermediando uma série de programas diferenciados para o segmento, como o próprio programa de residência.

Foto: Mariana Ramos/Secretaria Municipal de Saúde

– Estou muito animado com a possibilidade de conviver com tantos profissionais e aprender na prática. Eu me formei na UFF e trouxe minha família para assistir à aula magna do curso. Fiquei sabendo desta residência da Prefeitura pelas redes sociais e minhas expectativas são as melhores possíveis – disse Lucas Barrozo, único homem entre os dez selecionados este ano, entre os 249 candidatos (média de 25 por vaga) que concorreram neste segundo ano.

Ao longo da residência, os médicos-veterinários (todos formados) recebem conhecimentos em cinco áreas, repassados por técnicos altamente qualificados. São mestres e doutores em saúde pública com ênfase em zoonoses, arboviroses e controle populacional de cães; patologia animal; inspeção e análises físico-química e microbiológica de alimentos; clínica médica e clínica cirúrgica de animais de companhia; e vigilância e controle de zoonoses.

– O programa é uma ótima oportunidade pra gente colocar a mão na massa. Como gosto da clínica cirúrgica, essa prática intensa que a residência traz é uma experiência única de enriquecimento profissional. Além disso, temos contato direto com técnicos de ponta, profissionais que são referência nas mais diversas áreas, o que nos proporciona uma visão ampla da medicina veterinária. Estou crescendo muito profissional e pessoalmente – destacou Mateus Ribeiro, um dos dez residentes da primeira turma do programa.

Almoço reúne residentes de Medicina Veterinária
Foto: Mariana Ramos/Secretaria Municipal de Saúde

Unidades de atuação dos residentes

Mateus faz a residência no centenário Instituto Jorge Vaistman (IJV), referência no Brasil para a vigilância em zoonoses, doenças que animais transmitem a humanos. A unidade que iniciou suas atividades no diagnóstico dessas doenças oferece hoje atendimento clínico e cirúrgico de animais domésticos, projetos para adoção e posse responsável. Sua equipe faz também a castração gratuita de cães e gatos para a diminuição da população de animais abandonados no município, além do controle de zoonoses, como a esporotricose, tipo grave de fungo que atinge principalmente gatos e afeta o homem. O Instituto conta ainda com um cemitério e crematórios para a destinação adequada de carcaças de animais.

Este ano, com a contratação de novos profissionais, os atendimentos diários a cães e gatos no IJV aumentaram 100% (de 50 para 100). As castrações também cresceram (de 14 para 20 por dia), assim como o número de vagas para o tratamento da esporotricose, que subiu de 50 para 60 diariamente, com um acréscimo de novos 200 atendimentos ao mês. No geral, o instituto contabilizou em janeiro último um crescimento diário de cerca de 70%: de 114 para 180.

Já o Lasp trabalha com o diagnóstico e monitoramento das doenças transmitidas por animais por meio de laboratórios de zoonoses, como os de virologia (a unidade é a única em todo o estado a fazer a sorologia da raiva humana) e os de anatomia patológica, que recebe cadáveres de primatas para necropsia, contribuindo com o diagnóstico da febre amarela. O Lasp tem ainda diversos laboratórios de análises de água e alimentos que auxiliam as ações de vigilância e fiscalização sanitária no município.

Atendendo a demandas solicitadas pela Central 1746, o CCZ realiza inspeções sanitárias em criações de animais em estabelecimentos veterinários e nos que comercializam animais e produtos veterinários em eventos com animais. As equipes atuam também com orientações e monitoramento de infestação de insetos, roedores, pombos, morcegos e peçonhentos.

A exemplo do IJV, o CCZ promove vacinação antirrábica animal em campanhas e em postos permanentes de imunização. Também resgata cães e gatos suspeitos de zoonoses ou feridos em áreas públicas e animais de grande porte em vias públicas sob risco de acidentes de trânsito, além de promover ações de educação em saúde. O centro também recebeu reforço de novos profissionais, o que permitiu a unidade aumentar em 70% os atendimentos semanais: de 180 para 300.