Ambulante Legal entrega mais 119 crachás para trabalhadores regularizados

Publicado em 29/05/2019 - 15:25 | Atualizado em 29/05/2019 - 16:11
Crachás com QR Code são garantias para o ambulante legalizado e a população. Foto: Maurício Val / Prefeitura do RioCrachás com QR Code são garantias para o ambulante legalizado e a população. Foto: Maurício Val / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta quarta-feira, 29 de maio, mais 119 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. O evento aconteceu no Palácio da Cidade e reuniu titulares de licenças para comércio ambulante que atuam nos bairros de Cascadura, Irajá, Madureira, Parque Anchieta, Pavuna e Ricardo de Albuquerque.

O documento de identificação dos ambulantes dispõe de QR Code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite não só à fiscalização, mas também à população acessar informações como nome, número de inscrição e as mercadorias que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local onde determinado ambulante pode atuar na cidade.

– Esse documento é oficial, com QR Code. É importante que vocês, que têm agora o documento, nos ajudem. Com esse crachá, vocês não têm que pagar propina para polícia, milícia, ninguém. Vocês têm o documento de vocês, estão legalizados. Busquem os seus direitos – disse Crivella.

Os documentos foram entregues pessoalmente por Crivella, que em agosto de 2018 lançou o programa. Também participaram do evento Carlos Guerra, representando o secretário municipal de Fazenda, Cesar Augusto Barbiero; o secretário municipal de Ordem Pública, Paulo Cesar Amendola, e a inspetora da Guarda Municipal.

Celeste Barbosa da Silva, 72 anos, é a dona de um dos 119 crachás do Ambulante Legal entregues nesta quarta-feira. Foto: Francisco Edson / Prefeitura do Rio
Celeste Barbosa da Silva, 72 anos, é a dona de um dos 119 crachás do Ambulante Legal entregues nesta quarta-feira. Foto: Francisco Edson / Prefeitura do Rio

– Estou muito feliz. Foram 40 anos de sofrimento, correndo do “rapa”, com essa idade, buscando legalização – contou, emocionada, Celeste Barbosa da Silva, de 72 anos, uma das mais antigas vendedoras de mochilas do Calçadão de Madureira.

João Jorge da Silva, de 54 anos, disse que documento traz segurança e tranquilidade para os ambulantes:

– Não só para mim, mas para toda a família. Minha esposa e meus filhos ficavam sempre apreensivos, com medo de confiscarem minhas mercadorias e até de eu ser preso – comentou João Jorge.

Saiba mais sobre o Ambulante Legal

O Ambulante Legal, instituído pelo Decreto 44.838, tem o objetivo de organizar e facilitar a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar nos logradouros públicos. Também prevê a implantação de políticas públicas de qualificação profissional aos trabalhadores.

 O programa já alcançou 12 bairros da cidade. Além de Cascadura, Irajá, Madureira, Parque Anchieta, Pavuna e Ricardo de Albuquerque, os bairros de Copacabana, Leme, Meier, Feira do Calçadão de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz também já foram alcançados pela política de ordenamento urbano implantada pela atual administração.