RioZoo vai ganhar área com animais típicos da África e visitantes poderão fazer safári de observação

Publicado em 18/09/2019 - 11:21 | Atualizado em 18/09/2019 - 18:41
Espaço será ocupado por animais típicos da savana africana. Foto: Richard dos Santos / Prefeitura do Rio

A partir do ano que vem, o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (RioZoo), na Quinta da Boa Vista, terá um pedacinho da África, onde visitantes poderão fazer um safári de observação. O espaço, de 22 mil metros quadrados, chamado de Aventura Selvagem, será ocupado por animais típicos da savana africana: avestruzes, gazelas, girafas, hipopótamos e zebras. Na área onde ficarão os hipopótamos será construído um tanque com painel transparente que permitirá às pessoas ver os animais se movimentando embaixo d’água.

Plano de população dá lugar ao antigo “plantel”

O RioZoo se transformará por completo, deixando de ter um caráter expositivo para se tornar um Centro de Pesquisa e um líder no Programa de Manejo de Fauna. Tudo isto será feito em parceria com as instituições de pesquisa e as universidades mais renomadas do país.

Com isso, os animais que já fazem parte do plantel do zoológico vão se enquadrar em um Plano de População, que se baseia na diversidade de espécies — não na quantidade de indivíduos —, que são considerados relevantes, de acordo com as novas diretrizes de Educação, Pesquisa e Conservação, alinhada aos preceitos que os melhores zoos do mundo seguem hoje em dia. “As pessoas podem ficar tranquilas que nenhum animal será retirado da natureza para integrar a Aventura Selvagem”, explica o diretor do parque, Fernando Menezes.

Os animais que estão no zoológico hoje são provenientes das seguintes situações: apreensões do Ibama ou da Polícia Federal; pessoas físicas que criam ilegalmente; cativeiros e criadores legalizados e, por último, animais resgatados de atropelamentos, encalhamentos e acidentes em geral.

Animais não serão retirados da natureza

Entre os animais da Aventura Selvagem, formada por espécies da Savana Africana, alguns já fazem parte da população do zoo e outros virão de parques ou criadores legalizados e terão um papel relevante pois se tornarão um banco genético de espécies a ser compartilhado entre zoológicos e entidades que trabalham com seriedade para a conservação das espécies no mundo todo. Esse enorme “banco genético” tem a chancela da ONU Meio Ambiente, que no início desse ano anunciou a “Década da Restauração” (2020 – 2030) período no qual os bons zoológicos do mundo – e aqui o Novo RioZoo se enquadra – terão um papel fundamental no restabelecimento da população de espécies ameaçadas na natureza.

Dentre as espécies que não são nativas do Brasil como a girafa, por exemplo, que tem poucos exemplares em seu habitat natural, o estudo de seu comportamento e reprodução em cativeiro possibilitará àqueles indivíduos que não são passíveis de reintrodução se tornarem embaixadores, servindo não só como instrumento de conscientização dos visitantes, mas ajudando a arrecadar recursos para projetos em seu país de origem.

Obra no RioZoo: a partir de 2020, visitantes poderão apreciar um safári com animais típicos da África. Foto: Richard Santos / Prefeitura do Rio
Obra no RioZoo: a partir de 2020, visitantes poderão apreciar um safári com animais típicos da África. Foto: Richard Santos / Prefeitura do Rio