Mais 150 crachás de Ambulante Legal são entregues e vendedores legalizados passam de 8,1 mil

Publicado em 26/02/2020 - 17:07 | Atualizado em 27/02/2020 - 09:26
Ex-cabeleireira e professora desempregada, Ana Cláudia passou a ganhar a vida vendendo salgados: "Tinha vergonha de não ser legalizada". Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio
O  prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta quarta-feira (26/02),  mais 150 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. O evento, que ocorreu  no Palácio da Cidade, em Botafogo, reuniu titulares de licenças para comércio ambulante que atuam em 12 locais da cidade: Andaraí, Maracanã, Tijuca, Grajaú, Alto da Boa Vista, Estácio, Catumbi, Rio Comprido,  Cidade Nova, Vila Isabel, Praça da Bandeira e Santa Teresa.
– Eu quero que vocês sejam microempreendedores. Que melhorem suas vendas, pois energia e disposição eu sei que vocês têm. Mas para isso, precisam honrar esses crachás, assim como eu honro o meu, de prefeito. Através deles (crachás), vocês mesmos vão ajudar a organizar a cidade – advertiu Crivella.
Mais 150 ambulantes passam a trabalhar legalizados a partir de hoje no Rio, graças à Prefeitura. Foto: Hudson Pontes; Prefeitura do Rio
Programa chegou a 134 bairros do Rio
O programa já alcançou 134 bairros na cidade e distribuiu 8.180 crachás com QR Code. O dispositivo permite, por meio de código de barras bidimensional de resposta rápida, que  não só a fiscalização, mas também a população, acesse informações como o nome, o número de inscrição e as mercadorias que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local em que aquele ambulante pode atuar na cidade, respeitando o ordenamento urbano, sem conflito com o comércio tradicional.
– Como empreendedor e legalizado, o ambulante tem mais incentivos para trabalhar tranquilo e dentro das leis que regem o comércio. Quem não for autorizado pelo Governo Municipal não poderá continuar nas ruas – afirmou Carlos Guerra, subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano da Secretaria Municipal de Fazenda.
Para Antônio Batista de Menezes, de 77 anos, ex-cobrador de ônibus, o crachá é um “troféu” pela sua persistência. Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio
Professora: “Tinha vergonha de trabalhar sem ser legalizada”
Para Antônio Batista de Menezes, de 77 anos, ex-cobrador de ônibus que hoje vende produtos para motoristas como luvas, capas de poltronas e retrovisores nas ruas de Vila Isabel, o crachá é uma espécie de “troféu”.
– É uma das maiores conquistas para quem trabalha como vendedor itinerante. Cansei de perder mercadorias por falta da legalização. Hoje, eu vou até comemorar com minha esposa (Maria Inez Medeiros, 67), jantando fora com ela – prometeu Antônio, sorrindo.
Ex-cabeleireira e professora desempregada, Ana Cláudia Sares Pinto, de 46 anos, viu na venda de salgadinhos árabes uma saída para a crise que enfrentou há quatro anos, agravada pelas morte dos pais.
– Aos poucos, fui conquistando fregueses, mas tinha um pouco de vergonha de trabalhar sem ser legalizada. Agora estou mais tranquila. Meus direitos de comercializar meus salgados, obedecendo as regras do setor, claro, são os mesmos de um dono de hipermercado, por exemplo. E ainda tenho mais chances de crescimento – avaliou Ana Cláudia.
Mais de 8,1 mil ambulantes já passaram a trabalhar de forma legalizada, na atual administração. Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio
Mais sobre o programa
Marcelo Crivella lançou o programa em agosto de 2018. O Ambulante Legal tem o objetivo de organizar e facilitar a identificação dos ambulantes autorizados a trabalhar na cidade, propondo, inclusive, a implementação de políticas públicas de qualificação profissional  aos trabalhadores. O programa, que tem apoio e acompanhamento do Procon, também observa o comércio da região, de forma que a organização dos ambulantes não cause qualquer prejuízo ou conflito com estabelecimentos regulares.