Prefeitura do Rio forma 790 alunas em cursos de capacitação das Casas da Mulher Carioca

Publicado em 13/08/2022 - 18:27 | Atualizado
Formatura de cursos da Casas da Mulher Carioca - Divulgação

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Políticas e Promoção da Mulher, entregou neste sábado (13/08) o diploma a 790 alunas das turmas de capacitação das Casas da Mulher Carioca. As formaturas ocorreram na quadra da Portela, em Madureira, e na Universidade Castelo Branco, em Realengo. Por meio desses cursos é possível promover a inclusão social e o exercício da cidadania das inscritas, a partir do resgate da autoestima, da autonomia e do fomento ao empoderamento feminino.

A secretária municipal de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, participou das cerimônias, que fazem parte do Festival das Casas da Mulher Carioca, e ressaltou a importância da autonomia das mulheres no enfrentamento à violência:

 

– Estamos aqui hoje em coletivo para enfrentar toda essa violência contra a mulher. Não é normal uma mulher morrer apenas por ser mulher. Estamos falando de mulheres que precisam de comida, sonhos, emprego e no resultado final estamos falando de garantia de vida.

 

O evento na Portela reuniu 352 alunas da Casa da Mulher Carioca Tia Doca, de Madureira. Elas receberam os diplomas de conclusão dos cursos ministrados nos últimos três meses. Além da formatura, o festival promoveu atividades como apresentação musical do Coro Tia Doca, oficinas de dança do ventre, dança cigana e stiletto e exposição de artesanato. Também foram oferecidos serviços de manicure, trança, designer de sobrancelha e massoterapia. A bateria da Portela também se apresentou para o público.

Na Universidade Castelo Branco, o festival começou com a formatura de 438 assistidas pela Casa da Mulher Carioca Dinah Coutinho, de Realengo. O evento teve apresentações artísticas e feira de empreendedoras.

Entre os cursos oferecidos pela Secretaria da Mulher estão os de cuidadoras de idosos, informática básica para a terceira idade, inglês básico, designer de sobrancelha, trancista e manicure. Há também oficinas como as de confecção de bolsas, grafite e artesanato afro sustentável.

Uma das formandas do dia foi Alice dos Santos Augusto, de 46 anos. Para ela, conhecer a Casa da Mulher Carioca Dinah Coutinho foi uma superação:

 

– Eu estava em depressão porque minha filha foi morta. Meu marido e filhas me humilhavam e isso começou a mudar quando fui para a casa. Hoje, quero escrever um livro da minha história. Para quem ainda não foi à casa, existe uma luz no fim do túnel. As mulheres precisam segurar na mão de Deus e ir à casa. Lá as meninas são muito compreensivas, doces e amáveis.

  • 13 de agosto de 2022
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