Patrulha Ambiental completa 21 anos com mais de 68 mil ocorrências atendidas na cidade

Publicado em 27/09/2022 - 15:11 | Atualizado
Ato simbólico com a quebra de gaiolas representou a forma como os animais silvestres devem viver: livres - Divulgação

A história da Patrulha Ambiental começou exatamente em setembro de 2001, quando o programa popularmente conhecido como Ecochatos foi instituído na Prefeitura do Rio, a partir da necessidade de atender, em caráter de emergência denúncias de danos ao meio ambiente, bem como resgatar animais silvestres em situação de risco. Ao longo de 21 anos, comemorados neste mês, a equipe da Patrulha Ambiental, composta por técnicos da Secretaria do Ambiente e Clima (SMAC) e guardas municipais do Grupamento de Defesa Ambiental, já atendeu mais de 68 mil ocorrências, sendo mais de 27 mil somente voltadas ao resgate de animais silvestres em situação de risco, na maioria dos casos.

No 1746, o resgate de animais silvestres está entre os 20 primeiros colocados entre todos os chamados da população para a cidade. Somente na atual gestão, mais de 4.700 animais silvestres foram resgatados, sendo mais de 3 mil neste ano.

A primeira operação da equipe coincidiu com uma data marcante em todo o mundo: 11 de setembro de 2001. Na época, uma multa de R$ 12 mil foi aplicada à Cedae por lançar esgoto irregularmente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os fiscais também identificaram uma área de 3 mil metros quadrados de Mata Atlântica que foi devastada para a construção de um condomínio em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Quando o assunto é demolição de construções irregulares em área de proteção ambiental, que começou a ser feita pela Patrulha Ambiental há pouco mais de um ano, já foram realizadas, neste período, 83 grandes operações, que resultaram em 235 construções demolidas, causando prejuízo financeiro de mais de R$ 440 milhões aos responsáveis.

O vice-prefeito e secretário municipal do Ambiente e Clima, Nilton Caldeira, destacou o afinco dos integrantes da equipe e a importância da atuação da Patrulha na cidade.

 

– A Patrulha Ambiental já é patrimônio do Rio. Não dá para pensar em resgate de animais silvestres e em fiscalização contra danos ao meio ambiente sem pensar na Patrulha. O trabalho dessa equipe é fundamental e todos merecem nosso respeito e gratidão. Parabéns pelos 21 anos de comprometimento com a nossa cidade.

 

Entre os fatos marcantes em que a Patrulha Ambiental atuou estão o incêndio de grandes proporções que atingiu o Parque Natural Municipal da Prainha, em 31 de dezembro de 2002; o resgate de um jacaré adulto, de dois metros, que estava dentro de uma residência em Curicica, em outubro de 2011; o resgate de uma preguiça que estava presa em um fio de alta-tensão em Vargem Grande, em julho de 2019; uma mega operação montada para resgatar animais silvestres adquiridos irregularmente, sendo alguns importados e em condições precárias, em um sítio em Vargem Grande, em janeiro de 2020; uma grande operação para demolir (pela segunda vez) um conjunto de casas de luxo erguido em área de proteção ambiental em Barra de Guaratiba, em agosto de 2022; o resgate de pinguins na orla da Praia da Barra da Tijuca, trazidos por uma corrente marítima que passa pela Patagônia, em setembro de 2022; entre outros inúmeros momentos que marcaram a história do programa.

E, para comemorar tantos feitos, a atual equipe, coordenada por José Maurício Padrone, coronel da PM e Mestre em Ciência Ambiental pela UFF, recebeu uma homenagem no Parque Marapendi, uma das unidades de conservação sob gestão da Secretaria municipal do Ambiente e Clima.

 

– Nada disso seria possível sem essa equipe espetacular. Muitas histórias marcaram a trajetória de 21 anos da Patrulha, e o mais importante é a dedicação dos agentes, que estão atentos 24 horas por dia e sete dias por semana para atender os chamados da população – destacou Padrone.

 

O evento promovido pela SMAC contou com o plantio de mudas, café da manhã na área de piquenique, bolo temático, soltura de animais, além de um ato simbólico com a quebra de gaiolas para representar a forma como os animais silvestres devem viver: livres.

Na ocasião, foram reintegrados à natureza um Falcão Quiriquiri, dois Canários da Terra machos e duas fêmeas, além do plantio de mudas de pitanga, pau-Brasil, clusea (cebola da praia), araçaúna, entre outras espécies.

  • 27 de setembro de 2022
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