Legado Olímpico: Prefeitura inicia construção de quatro escolas na Zona Oeste com material da Arena do Futuro

Publicado em 01/06/2022 - 17:08 | Atualizado em 01/06/2022 - 17:47
Prefeitura iniciou a construção das escolas com material reaproveitado da Arena do Futuro - Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio deu início, nesta quarta-feira (1/6), a construção das quatro escolas olímpicas, que utilizarão parte do material da desmontagem da Arena do Futuro, palco do handebol e goalball nos Jogos Rio 2016. As unidades irão receber cerca de 1.700 crianças e jovens das regiões de Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

 

– Estou muito feliz por entregar este legado. Vamos construir Ginásios Experimentais Tecnológicos (GET), que é a grande aposta que estamos fazendo na educação carioca. Temos que ampliar a oferta de GETs e, cada vez mais, preparar os nossos jovens para esse mundo novo que está aí, com mais oportunidades no mercado de trabalho. Se você for para os Estados Unidos, por exemplo, vai perceber que o foco todo da educação de lá é na área de tecnologia – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

 

A Prefeitura do Rio retomou o Legado Olímpico e, em março, começou a desmontagem da Arena do Futuro, no Parque Olímpico. As estruturas deste equipamento foram projetadas sob o conceito de Arquitetura Nômade e, desde a sua concepção, o objetivo final era o de transformá-las em quatro escolas, após a realização da Rio 2016.

As quatro unidades serão Ginásios Experimentais Tecnológicos (GETs), que fazem parte de um novo modelo de escola, por meio da abordagem STEAM (Science, Technology, Engineering, Art e Math), de aprendizagem baseada em projetos, atividades mão na massa e recursos que promovam a cultura digital. As escolas seguem o mesmo modelo estrutural, com dez salas de aula, uma sala de leitura, colaboratório, quadra e demais áreas administrativas.  O valor total para as obras das quatro unidades é de R$ 33,4 milhões.

O prefeito Eduardo Paes, o secretário de Educação, Antoine Lousao, a secretária de Infraestrutura, Jessick Trairi, e o presidente da Rio-Urbe, Rafael Salgueiro, estiveram primeiro em Rio das Pedras para o lançamento das obras da nova unidade escolar da região, que atenderá alunos do ensino Fundamental II. Em seguida, a equipe seguiu para Bangu, onde será construída a Escola Municipal José Mauro de Vasconcelos, que vai atender alunos do Fundamental I.  Depois, foi dado início às obras da Escola Municipal Doutor Nelcy Noronha, em Campo Grande, e da Escola Municipal Emiliano Galdino, em Santa Cruz. Ambas vão receber alunos do Fundamental II. O prazo de entrega das quatro obras é de um ano.

 

– Estamos cumprindo mais uma etapa do Legado Olímpico, transformando o material utilizado na construção da Arena do Futuro em quatro escolas. As crianças dessas regiões terão a oportunidade de estudar em locais que vão trazer a lembrança do espírito olímpico, mostrando o quanto é importante ser resiliente e aplicado para alcançar melhores resultados – explicou a secretária de Infraestrutura, Jessick Trairi.

 

Novos GETs

A Secretaria Municipal de Educação já inaugurou, somente neste ano, três Ginásios Experimentais Tecnológicos. O primeiro foi o GET Elza Soares, no Rocha, Zona Norte da cidade, fruto do programa Fábrica de Escolas. Os outros dois – Coelho Neto, em Ricardo de Albuquerque; e Cardeal Leme, em Benfica – foram unidades remodeladas para receber os laboratórios maker, parte essencial do novo conceito.

 

– São mais quatro obras que retomamos e que ficaram paradas ao longo da última gestão. Teremos quatro novas escolas em tempo integral, do Ensino Fundamental I e II, que são Ginásios Experimentais Tecnológicos (GETs), onde o aluno vai trabalhar com ciências exatas e novas tecnologias, exercendo sua criatividade e poder investigativo – disse o secretário de Educação, Antoine Lousao.

 

O novo programa da rede municipal de ensino, além da tradicional grade curricular, adotou atividades de informática e robótica. É um conceito pedagógico no qual o conteúdo didático é abordado a partir de necessidades reais, vividas e trazidas pelos próprios alunos de forma colaborativa.

  • 1 de junho de 2022