Ambulante Legal distribui mais 150 crachás e oferece capacitação para trabalhadores, em parceria com Sebrae

Publicado em 07/11/2019 - 15:29 | Atualizado
Mara Lúcia Lima (Méier), Fernando Almeida (Engenho de Dentro), Valinho Lemos (Abolição), Luiz Cesar Dias (Abolição) e Almecy Roque (Del Castilho) exibem os crachás do Ambulante Legal que receberam para trabalhar legalizados e devidamente identificados. Foto: Edvaldo Reis / Prefeitura do RioMara Lúcia Lima (Méier), Fernando Almeida (Engenho de Dentro), Valinho Lemos (Abolição), Luiz Cesar Dias (Abolição) e Almecy Roque (Del Castilho) exibem os crachás do Ambulante Legal que receberam para trabalhar legalizados e devidamente identificados. Foto: Edvaldo Reis / Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, entregou nesta quinta-feira, 7 de novembro, mais 150 crachás de identificação do Programa Ambulante Legal. Desta vez, os beneficiados são trabalhadores com licenças para atuar em 28 bairros: Inhaúma, Jacaré, Pilares, Del Castilho, Piedade, Méier, Maria da Graça, Engenho Novo, Cachambi, Higienópolis, Jacarezinho, Engenho de Dentro, Todos os Santos, Água Santa, Lins de Vasconcelos, Abolição, Encantando, Bancários, Ramos, Riachuelo, Penha, Cocotá, Olaria, Tauá, Tomás Coelho, Bonsucesso, Engenho da Rainha e Praia da Bandeira.

– Vocês podem não apenas vender seus produtos, mas, também, empreender. Para isso, têm que buscar o Sebrae, a Caixa e os meios que estamos oferecendo para aumentar sua produção e, consequentemente, seus ganhos. É fazer os cursos que estão sendo oferecidos e aumentar a renda de vocês – disse Crivella, que entregou pessoalmente os documentos a cada um dos ambulantes no Palácio da Cidade.

Os ambulantes disseram que a legalização muda as suas vidas.

– O crachá mostra a todo mundo que a gente está legalizado. O povo passa a ver a gente de outro jeito. A gente é até mais bem recebido nos lugares – comenta o vendedor de balas, doces e refrigerantes Josué Monteiro da Silva, de 77 anos, que atua em Maria da Graça, perto do metrô.

Mas não se trata só de ter o crachá. A Prefeitura estabeleceu parceria com o Sebrae para tornar os ambulantes empreendedores. O Sebrae dá orientações sobre como se tornar microempreendedor individual (MEI). E está oferecendo cursos gratuitos e exclusivos para trabalhadores do Ambulante Legal. São o “Sei Vender” e o “Sei Controlar o Meu Dinheiro”, com dicas para aumentar as vendas e administrar melhor as finanças. Os cursos na unidade Méier do Sebrae serão inicialmente para os cadastrados da Zona Norte, no dia 14 de novembro. Informações, nos dois casos, pelo telefone 0-800-570-0800.

Dona Antônia trabalha com comida no Cachambi. Foto: Edvaldo Reis / Prefeitura do Rio
Dona Antônia trabalha com comida no Cachambi. Foto: Edvaldo Reis / Prefeitura do Rio

Antônia Pereira Camilo, de 70 anos, é ambulante há cinco décadas. Vende cachorro quente, bolos e bolinhos de aipim, “tudo feito na hora”, no Cachambi. O sonho dela é abrir um negócio para vender comida e “ajudar também os pobres que não têm o que comer”. Sobre o crachá que agora ostenta no peito, diz:

– É uma conquista, fruto de fé. Meu falecido pai era cozinheiro de almirantes no Hospital Naval Marcílio Dias. Herdei dele esse talento para a culinária, e minhas filhas também. Esse crachá vai me ajudar a vender mais.

Procon Carioca

O órgão municipal oferece aos ambulantes orientação e consultoria gratuitas para negociação de dívidas e cobranças indevidas e também sobre como limpar nome sujo. Os documentos necessários são carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e comprovante da realização do negócio (nota fiscal).

Caixa

A Caixa Econômica Federal esclarece dúvidas sobre como abrir conta corrente, adquirir a maquininha para cartão e ser inserido no sistema financeiro.

Saiba mais sobre o Ambulante Legal

O programa já alcançou 97 bairros e distribuiu 4.812 crachás com QR code, código de barras bidimensional de resposta rápida que permite não só à fiscalização, mas também à população, acessar informações como nome, número de inscrição e mercadorias que o ambulante está autorizado a comercializar. Além disso, por meio da tecnologia, também é possível verificar o local em que o trabalhador pode atuar na cidade, respeitando o ordenamento urbano.