Com treinos na vila olímpica de Santa Cruz, atleta bate recorde brasileiro e se aproxima dos Jogos de Tóquio

Publicado em 24/06/2021 - 18:36 | Atualizado em 25/06/2021 - 11:39
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Recorde estava em vigor há 12 anos - Wagner Carmo/CBAT

Dividindo seu tempo de treino entre a Vila Olímpica Oscar Schmidt, em Santa Cruz, e a Marinha, Chayenne da Silva conseguiu a superação: ela é a mais nova recordista brasileira nos 400 metros com barreira. A atleta de 21 anos, que ainda luta para conseguir o índice olímpico, alcançou a marca de 55s70 durante o Meeting Internacional Rumo a Tóquio de Atletismo, realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O recorde estava em vigor há 12 anos e pertencia a Lucimar Teodoro, com o tempo de 55s84.

Nesta sexta-feira (25/06), ela volta para a pista para tentar melhorar sua marca no Campeonato Estadual Adulto de Atletismo, que ocorrerá no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em Vila Clemente, na cidade de São Paulo. O prazo de obtenção de índices e de soma de pontos para o Ranking da World Athletics termina no dia 29 de junho. Só então Chayenne saberá se vai ou não para Tóquio. Hoje, na 39º posição do ranking, ela estaria qualificada pelo critério da pontuação, pois o tempo do índice é de 55s40.

– Em primeiro lugar temos que dar os parabéns para essa grande atleta, que é a Chayenne. Fora isso, é gratificante saber que uma atleta desse nível, de um esporte de alto rendimento, fez e ainda faz uso de uma vila olímpica da Prefeitura. Estamos na torcida por ela e confiantes de que não só estará em Tóquio, mas que vai brilhar e trazer uma medalha para o Brasil com um gostinho carioca – diz o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder.

Chayenne começou a praticar o esporte no projeto de atletismo da prefeitura na Escola Municipal Ipeg, em Paciência, em 2014. Um ano depois, selecionada entre os melhores atletas do colégio, passou a treinar na Oscar Schmidt por conta de uma parceria entre as secretarias de Esportes e Educação que, desde 2006, levou o projeto para a vila por conta da melhor estrutura. A partir daí, tem seguido uma rotina dura para conseguir estar nas Olimpíadas. O resultado é a conquista em Bragança Paulista, que é uma espécie de amuleto para ela. Sua melhor marca havia sido na cidade, em 2019, durante o Brasileiro de Interclubes, quando cravou 56s72. No domingo, ela já havia competido e terminado a prova com 56s18, até que ontem conseguiu bater o recorde brasileiro adulto e, de quebra, da categoria sub 23.

– De verdade, ainda não deu tempo de comemorar o resultado, pois a cabeça já se voltou para a próxima prova. Temos que estar muito focados e com o pé no chão. A derrota ou a vitória é do momento do atleta. Por isso, não dá para ficar pensamento muito no que aconteceu. É bater o recorde e já começar a trabalhar para a próxima competição. Só tenho a agradecer o apoio e força de todos que me acompanham. A prefeitura, por exemplo, melhorou muito a pista da vila. Isso é ótimo – elogia a atleta.

 

Comemoração da atleta com seu feito – Wagner Carmo/CBAT
  • 24 de junho de 2021