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Escolas municipais colaboram para a criação do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática do Rio
Publicado em 06/11/2019 - 17:57 | Atualizado
Uma ação pioneira da Prefeitura do Rio, desenvolvida em parceria com representantes de pais e responsáveis de alunos das escolas municipais, está servindo de base para ajudar a estruturar o Plano de Desenvolvimento Sustentável e o Plano de Ação Climática do Rio. Até o dia 14/11, porta-vozes do Conselho Escola Comunidade de todas as regiões da cidade estarão debatendo o tema em nove encontros. O documento, a ser lançado no primeiro semestre de 2020, visa alinhar os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Agenda 2030 em um texto inspirado nas proposições por uma cidade mais solidária e justa para todos. Nesta quarta-feira, dia 6/11, foi realizado um encontro na Arena Carioca Fernando Torres, no Parque Madureira, com representantes da Secretaria da Casa Civil, através da Subsecretaria de Planejamento e Acompanhamento de Resultados e seu Escritório de Planejamento, Secretaria Municipal de Educação, Organização das Nações Unidas-Habitat e C40, grupo de grandes cidades para o combate às mudanças climáticas, do qual o Rio de Janeiro faz parte.
A consultora do C-40, Bárbara Barros, acredita que os diálogos em casa sobre o trabalho dos professores e o currículo escolar têm potencial de ampliar o que será formalizado no texto final do Plano.
— São os pais que colocam as ações que vão transformar a cidade. É interessante ver que os pais que têm filhos em escolas que estão trabalhando as ações sobre mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável querem trabalhar esses temas nas suas propostas. Isso demonstra que a participação da família na escola beneficia a todos.
Cerca de 60 responsáveis de alunos que atuam diretamente nas escolas municipais através do Conselho Escola Comunidade da 5ª e 6ª Coordenadoria Regional de Educação realizaram dinâmicas de grupo sobre diferentes questões que se relacionam com as unidades escolares e com os bairros onde moram. Para a coordenadora de estratégias de planejamento do Escritório de Planejamento da Subsecretaria de Planejamento e Acompanhamento de Resultados da Casa Civil, Aline Xavier, o convite aos pais é essencial para a concretização do Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática.
— A participação do Conselho Escola Comunidade é fundamental porque as crianças, jovens e pais são grandes agentes transformadores e parceiros na construção do Plano e na sua divulgação em suas localidades. Queremos criar redes para contribuir nas escolas e temos observado que a sustentabilidade, por exemplo, é algo já realizado nas unidades de forma muito ativa. Isso dá um embasamento muito bom para os pais e os alunos — disse a coordenadora.
Dinâmicas propositivas
Os responsáveis de alunos foram convidados a participar de atividades em grupo para apresentarem suas ideias para uma cidade melhor. Divididos em quatro eixos temáticos — Longevidade e Bem-Estar; Mudanças Climáticas e Resiliência; Cooperação e Paz; e Igualdade e Equidade —, os pais de estudantes realizaram tarefas em grupo e apresentaram suas ideias. No começo, foram coletadas as ações já realizadas nos territórios onde se localizam as escolas. Em seguida, os responsáveis foram questionados sobre o que poderá ser realizado através de grupos, organizações ou em uma ação da Prefeitura. Por fim, as propostas dos grupos temáticos foram compiladas e apresentadas. Este material será analisado por um comitê técnico, formado por 40 especialistas da Prefeitura do Rio.
Propostas
Luciana Tuszel, coordenadora do projeto ONU Habitat, destaca que abrir espaço para a participação da sociedade é fundamental para alinhar ações que farão diferença no Plano.
— Adaptar a Agenda 2030 para o Rio de Janeiro, com o apoio desses pais, gera várias contribuições importantes como capacitações, desenvolvimento de espaços verdes, hortas. Eles são agentes transformadores e têm propostas interessantes que vamos acolher.
A representante da Escola Municipal Mário Paulo de Brito, em Irajá, Adriana Gomes, participou da mesa de Envelhecimento e Bem-Estar e indicou que é preciso que as escolas reforcem sempre a importância da alimentação saudável.
— As escolas pedem para que não leve alimento de casa, pois evita que os alunos adquiram hábitos ruins logo cedo. Nas unidades existe um cardápio indicado por nutricionistas, auxiliando a ação das merendeiras. Mesmo assim, alguns alunos levam lanche, o que é errado. Seria interessante pensar em campanhas para que os pais se conscientizem dessa questão — sugeriu a mãe de aluno.
Este foi o quinto encontro com os representantes do Conselho Escola Comunidade. O primeiro evento ocorreu no último dia 29/10, na Escola de Formação Paulo Freire. Além disso, os pais já debateram os temas na Escola Municipal Orsina da Fonseca, na Tijuca, no dia 30/10; no Auditório da 3ª CRE, no Engenho Novo, no dia 31/10; e na Escola Municipal Grécia, em Brás de Pina, no dia 01/11.
Segue o calendário dos próximos encontros:
11/11 – 7ª CRE – Escola Municipal Pio X, no Tanque
12/11 – 8ª CRE – Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo
13/11 – 9ª CRE – Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande
14/11 – 10ª CRE – Centro Cultural Princesa Isabel, em Santa Cruz
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