Projeto labGov.RIO criará o maior centro de inovação da América Latina na Zona Portuária

Publicado em 07/10/2019 - 13:58 | Atualizado em 08/10/2019 - 12:56
O galpão, de 2,8 mil metros quadrados, abrigará até 144 startups, empresas com base tecnológica que desenvolvem soluções inovadoras em diferentes segmentos. Foto: Marco Antonio Rezende/ Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou, nesta segunda-feira, 7 de outubro, o programa labGov.RIO, que vai criar o maior centro de inovação da América Latina, na Zona Portuária. Em um galpão de 2,8 mil metros quadrados no Santo Cristo, cedido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), a Prefeitura criará um espaço com capacidade para receber até 144 startups, empresas com base tecnológica que desenvolvem soluções inovadoras em diferentes segmentos. Será criada também uma área de 1,4 milhão de metros quadrados, denominada Porto 21, para servir de laboratório ao ar livre (living lab). Nele  os empreendedores terão facilidades para poder testar suas ideias e invenções.

– Nós sabemos que o mundo caminha para os aplicativos, para a gente resolver os problemas de maneira digital. Não só na indústria, no comércio, nos serviços, mas em todo campo. É a fronteira do futuro. E a Prefeitura está disponibilizando para as startups um local no Porto Maravilha, onde elas vão receber demandas, não só da Prefeitura, como também da iniciativa privada – afirmou Crivella, que se mostrou otimista quanto ao futuro do novo centro de inovação da cidade: – Aquilo que fizer sucesso no Rio vai ter mercado em todo o país. O Taxi.Rio é um exemplo. Esse aplicativo foi implementado em quase todas as capitais do Brasil e também em outras cidades de médio e grande porte. A  nossa esperança é que o labGov.RIO, com essa extraordinária capacidade tecnológica que temos na cidade, io,  possa ser um passo muito importante nessa direção.

A Prefeitura investirá R$ 2,5 milhões para transformar o galpão no Santo Cristo em espaço voltado para a inovação. A estrutura do local terá fibra ótica para internet de alta velocidade, fornecida pelo IplanRio, salas de reunião, local para eventos e um espaço de co-working com 752 posições de trabalho. Tudo isso com o objetivo de gerar novos negócios, investimentos e empregos. O local será gerido pela Fomenta Rio, empresa de capital misto criada pela Prefeitura, em parceria com o IplanRio e o Centro de Operações Rio (COR).

 

O galpão, de 2,8 mil metros quadrados, no Santo Cristo, foi cedido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp). Foto: Marco Antonio Rezende/ Prefeitura do Rio

 

– Vamos realizar chamamentos públicos para selecionar tanto as startups quanto a empresa que contrataremos para fazer a gestão do local. Teremos um ambiente repleto de empreendedores, pesquisadores, cientistas, desenvolvedores e, também, investidores. Ou seja, todos aqueles que gravitam em torno do ecossistema da inovação – explica o diretor de inovação da Fomenta Rio, Leonardo Soares, à frente do projeto junto com Júlio Urdangarin, diretor da IplanRio.

As empresas serão convidadas a participar do programa da seguinte forma: serão criadas 12 áreas de atuação, chamadas de verticais, e a iniciativa privada pagará uma cota mensal de R$ 70 mil para escolher o tema a ser trabalhado e manter no galpão as equipes que vão buscar a inovação na área proposta. Segundo explicou Soares, as empresas já fazem investimentos em inovação internamente, mas gastando mais e sem a interação proposta pela Prefeitura.

As startups terão acesso a mentorias (ferramentas de desenvolvimento profissional, nas quais pessoas mais experientes ajudam outras menos experientes em determinado ramo), consultorias financeiras e tudo o que precisarem para transformar suas ideias em empresas lucrativas e geradoras de emprego e renda.

– A Iplan, como empresa de tecnologia da Prefeitura, vem desenvolvendo iniciativas como essa. O objetivo desse projeto é que a cidade seja um grande laboratório vivo de soluções, que vão sair daqui e beneficiar o cidadão – afirmou Júlio Urdangarin.

O projeto ainda tem como objetivo absorver os empreendedores sociais das comunidades do entorno do galpão. Eles passarão por processo de inclusão digital e terão  oportunidade de inovar em seus negócios.

E como a inovação está diretamente ligada à criatividade, o labGov.RIO ainda terá espaço lúdico para relaxamento e inspiração, ao lado de uma área de alimentação. O passeio Ernesto Nazareth terá um local de convivência, com área de paisagismo, para momentos de descontração e interação entre os participantes do projeto.

Cada empresa que for criada dentro do projeto terá que entregar 3% de sua participação societária para a Fomenta, outros 3% para a empresa que pagou pela sua manutenção no espaço e 2% para a gestora do espaço, a ser escolhida por chamamento. Essa divisão faz parte do plano de negócios do labGov.RIO para que o projeto seja sustentável, podendo, inclusive, ser lucrativo.