Comlurb conta com catamarã novo para auxiliar na coleta de lixo nas sete ilhas da Barra da Tijuca

Publicado em 22/11/2021 - 11:50 | Atualizado
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A coleta nas ilhas da Barra da Tijuca é feita com a ajuda de um catamarã - William Werneck/Prefeitura do Rio

A coleta de lixo nas sete ilhas da Barra da Tijuca (Gigóia – a maior delas -, Primeira, Pesquisa, Fantasia, Ipê, São Jorge e Garças) ganhou o reforço de um catamarã novo, tipo balsa, que funciona com quatro garis e um operador, para fazer a coleta nas ilhas maiores. O antigo passou a auxiliar nos serviços nos canais mais estreitos. Agora são dois barcos diariamente. Às segundas, quartas e sextas-feiras, os garis fazem a remoção de sacos de lixo domiciliar. Já nas terças e quintas-feiras é a vez da coleta de entulho e bens inservíveis, como móveis e eletrodomésticos.

A mecânica da coleta segue um padrão operacional feito pela Comlurb: os garis fazem a chamada “puxada” porta a porta, levando os sacos de lixo para próximo dos diversos decks espalhados entre as ilhas. A equipe encosta o barco e recolhe os sacos. Quando os barcos chegam ao deck principal, junto à base marítima dos Bombeiros, os sacos são colocados em uma esteira em subida e caem direto no caminhão compactador. De lá, seguem até a Estação de Transferência de Jacarepaguá, em duas viagens diárias, uma por volta de 12h e a outra por volta de 16h.

Mas o serviço de limpeza nas ilhas não se resume à coleta; de segunda a sexta, outros 24 garis trabalham exclusivamente em terra, cuidando de todos os cantos das sete ilhas, varrendo as ruas e ceifando e roçando o mato. A Comlurb coleta, em média, cerca de 10 toneladas/dia de resíduos nas ilhas da Barra.

O serviço de coleta feito pela Comlurb nas ilhas da Barra recebe elogios dos moradores. Todos reconhecem o trabalho de excelência feito ali, mesmo em dias de chuva forte, como é o caso da professora Milene Pimentel, que mora há cerca de quatro anos na Ilha da Gigóia:

– Estou morando nessa casa há três meses, mas conheço bem a ilha. Não tenho do que reclamar da coleta, os garis são muito legais e o trabalho é sempre muito bem feito. Nunca vi problema nenhum aqui com a questão da limpeza. São todos nota 10 – resume a moradora.

Sérgio Lima tem 55 anos, 32 deles na Comlurb, sendo 30 anos colaborando com a coleta nas ilhas da Barra. Ele passou pelo processo natural de promoção da empresa: começou como gari, passou a líder de turma e se tornou encarregado, cargo que ocupa atualmente.

– Antigamente aqui era tudo mato, só em 1997 começaram a fazer asfalto nas ruas das ilhas. Acompanhei todo esse processo trabalhando aqui. Havia excesso de mato e de árvores, as passagens eram extremamente assoreadas. Os barcos ainda não tinham nem motor, a gente fazia o trajeto no braço, usando bambu como remo. No início da década de 90, quando a Comlurb ainda não fazia remoção regularmente nas ilhas, os moradores faziam buracos no chão e queimavam seus lixos. Era outro mundo. Hoje, depois de todas essas transformações que vi acontecer, existe uma programação operacional racional da Comlurb nas sete ilhas – conta Sérgio Lima, que é conhecido de todos nas ilhas e hoje coordena o serviço de limpeza e coleta no local, lembrando que durante o verão os garis precisam usar óculos escuros e protetor solar para garantir proteção em dias muito quentes.

Nascido na Ilha da Gigóia, onde vive até hoje, o paisagista e marinheiro Leonardo França, de 44 anos, é um líderes comunitários do local, com importante trabalho de conscientização junto a outros moradores. ele só tem elogios ao trabalho feito pela Comlurb:

– Os profissionais da varrição e da coleta são ótimos. Está tudo sempre limpo aqui. A Comlurb é reconhecida por todos aqui, em qualquer uma das ilhas. Procuro sempre contribuir fazendo a minha parte, principalmente no trabalho de orientação e conscientização com os moradores. Tem dado certo – conta Leonardo França.

Apesar de o planejamento operacional da Comlurb ser seguido à risca, com enormes ganhos ambientais para os moradores, ainda há pessoas que insistem em desrespeitar os dias e horários de coleta, seja domiciliar, seja de entulho e bens inservíveis. A companhia reitera o apelo para que os moradores das ilhas coloquem entulho sempre em sacos-padrão de 20 litros. facilitando o trabalho dos garis nos dias de remoção desse tipo de material.

 

 

No deck principal, os sacos são colocados em uma esteira e caem direto no caminhão – William Werneck/Prefeitura do Rio
  • 22 de novembro de 2021