Prefeitura do Rio começa tratamento fitossanitário das palmeiras imperiais da Rua Paissandu

Publicado em 01/09/2020 - 16:31 | Atualizado em 01/09/2020 - 20:30
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Árvores do Flamengo ganham armadilhas para atrair e capturar insetos transmissores de doenças. Foto: Marco Antonio Rezende/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, iniciou nesta terça-feira, dia 01/09, o tratamento fitossanitário das palmeiras imperiais da Rua Paissandu, no Flamengo, Zona Sul da Cidade. Todas as palmeiras do local serão vistoriadas e receberão atenção com vistas a prevenir doenças e combater as pragas que atacam as árvores.

A iniciativa visa garantir a preservação das 178 palmeiras imperiais centenárias, plantadas ainda no século 19, a pedido do imperador Pedro II, para criar uma entrada monumental do palácio que havia presenteado à filha Princesa Isabel, recém-casada. A antiga residência da família Real deu lugar ao que é hoje o Palácio Guanabara, em Laranjeiras.

– Antigamente, o Palácio Guanabara se chamava Palácio Isabel. A Princesa percorria a alameda, hoje Rua Paissandu, para chegar até a Praia do Flamengo. Nessas áreas em que o meio ambiente se funde com cultura e história da cidade, a gente tem que fazer o trabalho de preservação. E é isso que estamos fazendo na Rua Paissandu, com as palmeiras imperiais que precisam de um tratamento fitossanitário para conseguir completar todo o ciclo de vida delas, anunciou o Secretário de Meio Ambiente, Bernardo Egas.

O trabalho nesta terça-feira começou pela colocação de 14 armadilhas instaladas nos troncos das palmeiras ao longo da Rua Paissandu, distante 100 metros uma das outras, e de um lado e outro da rua de maneira alternada, para atrair a broca-do-olho-das Palmeiras, uma espécie de besouro de coloração negra e tamanho médio de 50 milímetros, considerado o inimigo número 1 das palmeiras imperiais.

As armadilhas foram instaladas em garrafas pet com roletes de cana com melaço como atrativo para os insetos. Essas armadilhas serão vistoriadas semanalmente, durante as próximas 5 semanas, para renovação do chamariz e a retirada dos insetos capturados.

– Nosso trabalho será garantir um tratamento preventivo para fortalecer as palmeiras e impedir que as brocas provoquem danos físicos às árvores, abrindo caminho para os insetos e fungos transmissores de doenças, explicou Magno Vargas, engenheiro agrônomo, coordenador do trabalho com as palmeiras imperiais.

Depois das armadilhas, as palmeiras vão receber a Calda Bordalesa, um fungicida natural que mistura sulfato de cobre com cal verde, para impedir que fungos e outros patógenos se aproveitem dos danos físicos causados pelas brocas nos caules e transmitam a doença para as plantas. A Calda Bordalesa será aplicada na base do tronco das árvores por meio de borrifação do produto.

A última etapa do tratamento fitossanitário, que se estenderá pelas próximas 5 semanas, será a aplicação de cal à terra na base das palmeiras para equilibrar o índice de acidez, e fazer a adubação com cloreto de potássio, que fortalece o tecido das plantas, tornando-as mais resistente às brocas e às doenças.