Prefeitura cria selo em apoio à venda de quitutes das Baianas de Acarajé pela internet e por telefone

Publicado em 08/04/2020 - 19:42 | Atualizado
Baianas reunidas: novas regras para a venda de acarajé. Fotos Hudson Pontes / Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, criou o selo Baiana em casa, com o intuito de apoiar as Baianas de Acarajé, da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Rio de Janeiro (Abam-RJ), a venderem seus quitutes por telefone e pela internet, entregando diretamente na casa dos clientes. O projeto Baiana em Casa, que recebe apoio também da Abam-RJ, já está gerando resultados. Rosa Perdigão, coordenadora da Abam-RJ e vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, conta que sentiu as vendas do seu negócio caírem com o início do isolamento social devido à crise do novo coronavírus. A opção de entrega fez com que as vendas aumentassem 100%.

– Além de todos os empreendedores, a classe das baianas de acarajé vem enfrentando dificuldades neste momento já que não pode trabalhar com seus tabuleiros nas ruas do Rio de Janeiro. Somente com esta fonte de renda familiar, algumas baianas estão buscando soluções para sobreviver neste momento fazendo a opção de entregas em locais próximos – conta Rosa Perdigão, dona do Cheirinho de Dendê, que vende acarajé, vatapá, caruru com camarão, entre outras delícias.

Além dela, que atende no Centro e nas zonas Norte e Sul, outras dez quituteiras passaram a oferecer o serviço. São elas: Tia Cotinha (Coelho Neto), Juju do Acarajé (Marechal Hermes), Acarajé do Jardim Oceânico (Barra da Tijuca), Cacau do Acarajé (Recreio dos Bandeirantes), Tabuleiro do Acarajé (Realengo), Tabuleiro da Baiana (Barra da Tijuca), Recanto Baiano (Zona Oeste), Acarajé da Meire (Zona Oeste), Acarajé das Pretas (Zona Norte) e Rainha do Acarajé (Vargem Grande).

O selo Baiana em Casa tem como objetivo atestar a qualidade das quituteiras e dar visibilidade ao ofício, que é reconhecido como bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e valorizado pela Prefeitura do Rio em ações como esta. Dentre as ações de promoção das Baianas de Acarajé, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio regulamentou a atividade com o objetivo de facilitar o exercício do ofício na cidade, através da atualização do decreto 34.391.