Prefeitura anuncia convênio com governo federal para abertura de 95 leitos de UTI destinados a pacientes da Covid-19

Publicado em 18/09/2020 - 18:22 | Atualizado
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Leitos do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla Foto: Mariana Ramos/Prefeitura do RioLeitos da rede municipal. Foto: Mariana Ramos / Prefeitura do Rio .Foto: Mariana Ramos/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta sexta-feira (18/09) que um convênio firmado entre o município e o governo federal permitirá a abertura de 95 leitos de UTI no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla e no Hospital de Campanha do Riocentro, destinados a pacientes com a Covid-19. Essa iniciativa vai suprir os leitos fechados pelo governo estadual e pela rede privada, o que sobrecarregou a rede municipal de Saúde no tratamento às vítimas do novo coronavírus. A Prefeitura anunciou ainda que as medidas restritivas de combate à pandemia serão mantidas, alem de punições mais rigorosas aos estabelecimentos que as descumprirem.

As decisões foram tomadas após a nova reunião esta manhã do Conselho Científico que assessora a Prefeitura na luta contra o novo coronavírus. O início da fase 6B de retomada das atividades está mantido para 1º de outubro.

– Nós vamos manter a situação que estamos agora. Não vamos liberar nada, tendo em vista que perdemos muitos leitos e infelizmente as curvas (de contágio) não caíram como esperávamos – afirmou o prefeito Marcelo Crivella: – Nós estamos, em convênio com o governo federal, abrindo 95 leitos nos próximos dias porque nossa ocupação (de leitos de UTI) chegou a 85%.

Margem de segurança para tratamento de pacientes está mantida

Com a abertura desses leitos, será mantida a taxa de segurança no tratamento dos pacientes da Covid-19, explicou a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch. A Prefeitura frisa ser fundamental que os cidadãos continuem a seguir as regras de ouro para evitar um recrudescimento da doença.

Multa pode chegar a R$ 26 mil, se houver reincidência

O prefeito informou ainda que passarão a ser consideradas gravíssimas as infrações dos estabelecimentos que permitirem aglomerações, com multas de R$ 15 mil a R$ 26 mil, esta em caso de reincidência. A interdição destes estabelecimentos passará a ser de sete dias. Em casos extremos, poderá haver a cassação do alvará.

Comitê Gestor manterá operação da Linha Amarela, sem cobrança de pedágio neste momento

A Prefeitura também anunciou a criação imediata de um comitê gestor que vai garantir a operação da Linha Amarela, após a encampação da via pelo município, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O comitê, que reúne representantes de vários órgãos municipais, tem dois objetivos principais: manter a qualidade dos serviços e buscar soluções que garantem os empregos dos trabalhadores das empresas contratadas pela antiga concessionária.

– Queremos manter os empregos que existem lá. Nosso procurador e o secretário de Transportes estudam uma maneira para que as empresas que lá atuam passem a atuar contratadas pela Prefeitura. Seria uma sucessão contratual – explicou o prefeito.

Outra decisão anunciada é que, neste momento de pandemia, não haverá cobrança de pedágio.