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Exposição ‘Imagens do Rio’ é prorrogada e fica até o fim de abril nos postos de salvamento da orla
Publicado em 01/04/2021 - 09:58 | Atualizado em 01/04/2021 - 13:59
Quem passar pelo Posto 13, em São Conrado, verá uma das imagens da exposição - Divulgação A exposição Imagens do Rio, uma iniciativa da Prefeitura, por meio da Riotur, foi prorrogada até o fim deste mês. A iniciativa que expõe fotos de pontos antigos da cidade e outros que não existem mais, nos 24 postos de salvamento da orla, do Leme até o final da Praia do Recreio, começou há um mês em comemoração aos 456 anos da cidade e terminaria no fim de março. Porém, em função das medidas de proteção à vida, para frear a disseminação do coronavírus, as imagens poderão ser vistas por mais tempo.
A galeria a céu aberto ocupa os 36 quilômetros da orla marítima do Rio, do Leme ao Pontal. Entre as imagens expostas estão as praias da Zona Sul antes dos grandes edifícios, a Praça XV vista do antigo Morro do Castelo e a Prainha, na Saúde, antes dos aterros. As 48 fotografias do Rio Antigo foram selecionadas pelo Instituto Moreira Salles, que cedeu o acervo e presenteou a cidade com registros históricos feitos entre 1870 e 1930 por Marc Ferrez, Augusto Malta e outros fotógrafos.

Cada um dos postos exibe duas fotografias de aproximadamente 2m x 4m, somando assim 48 imagens, sendo cinco em Copacabana; seis no Arpoador, Ipanema e Leblon; uma em São Conrado; oito na Barra da Tijuca; e quatro no Recreio dos Bandeirantes. Além das imagens, os postos contam também com uma placa informativa sobre o projeto e um QR code que leva o visitante para o site do acervo do IMS (leia abaixo o texto do painel).
O projeto Imagens do Rio, sem custo para a Prefeitura, contou com o apoio da concessionária que administra os postos, a OrlaRio, responsável pela montagem das fotos e confecção de todas as placas informativas.
Um Rio que renasce, um Rio que resiste
O Rio de Janeiro tem sua história marcada por sua relação permanente com a orla, que até o século XIX definia-se pela linha d’água que se estendia do interior da baía de Guanabara, passando por Paquetá, Saúde e Gamboa, a Ilha das Cobras e a Praça XV, a praia de Santa Luzia, a Glória, Catete, Flamengo e Botafogo, chegando à Urca e à fortaleza de São João, na entrada da baía.
A partir dos primeiros anos do século XX, a cidade cresce ao longo da orla oceânica, com a crescente urbanização e desenvolvimento dos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra e Recreio. Aos poucos, os trajetos viários costeiros, inicialmente as únicas vias de acesso a estes bairros, vão se somando a novas vias e entroncamentos que ligam diretamente os demais bairros que simultaneamente crescem e moldam o Rio, na Zona Norte, na Baixada Fluminense e na Zona Oeste.
A orla é um patrimônio de todos os cariocas, assim como são também as imagens históricas aqui reunidas realizadas entre aproximadamente 1875 e 1925, de autoria de importantes nomes da fotografia brasileira, como Marc Ferrez e Augusto Malta, entre outros que registraram a cidade e suas dinâmicas, transformações e conflitos. Memória e cidadania são os instrumentos essenciais para a construção de uma sociedade verdadeiramente capaz de enfrentar seus desafios, desigualdades e contradições, na construção de um futuro de efetivo pertencimento e participação crítica e consciente de todos que aqui vivem, nesta nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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