Coronavírus: Raios X dos profissionais testados e afastados por suspeita da doença na rede de saúde do Rio

Publicado em 07/04/2020 - 19:27 | Atualizado em 07/04/2020 - 22:33
Teste para Covid-19. Foto: Marco Antonio Rezende / Prefeitura do Rio

Os profissionais de saúde da rede municipal começaram a ser testados para coronavírus nesta terça-feira (07/04) após a chegada de material doado pela campanha nacional “Unidos contra o Coronavírus”, uma iniciativa de um grupo de empresários brasileiros. No primeiro dia de verificação, foram realizados exames em 25 funcionários do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, com 100% de resultados negativos para a infecção pelo vírus.

A testagem continuará na unidade pelos próximos dois dias e seguirá sendo realizada em unidades da rede municipal, incluindo as da Atenção Primária (Centros Municipais de Saúde e Clínicas da Família).

A distribuição começou no Ronaldo Gazolla, em Acari, por ser a unidade de referência no atendimento de pacientes com a Covid-19 no município. O movimento empresarial também disponibilizou uma estrutura em tenda para ser instalada do lado de fora das unidades para a testagem. O resultado é entregue em até 20 minutos após a coleta.

Se o resultado for negativo, o profissional continua na frente de trabalho, redobrando o cuidado para continuar sem se contaminar.

– Fiquei apreensiva em um primeiro momento, mas ao ver o resultado negativo foi um alívio. Agora o objetivo é continuar tomando as medidas de prevenção e orientando as pessoas – disse Janaína Vieira, enfermeira da educação permanente do Hospital Municipal Ronado Gazolla.

A rede hospitalar da Prefeitura do Rio tem 453 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares afastados de suas funções por apresentarem sintomas respiratórios suspeitos de infecção por Covid-19 ou pela idade ou por doenças pré-existentes que compõem o grupo de risco, conforme orientação do Ministério da Saúde. Há ainda 145 profissionais de maternidades municipais impedidos de exercer a função em suas unidades. Já nos hospitais de institutos da rede de Saúde Mental, são 56 os afastados.

O isolamento domiciliar de profissionais da saúde, que fazem parte do grupo de risco, é semelhante ao de toda população, seguindo as determinações e protocolos da Secretaria Municipal de Saúde e do Ministério da Saúde. Todos os funcionários com histórico de contato com casos suspeitos ou confirmados de coronavírus são afastados das atividades e retornam ao trabalho após o período recomendado.