URS Dom Hélder Câmara celebra o Dia da Consciência Negra

Publicado em 23/11/2018 - 19:00 | Atualizado em 08/03/2019 - 16:43

A Unidade de Reinserção Social (URS) Dom Hélder Câmara, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro, realizou hoje evento em celebração ao Dia da Consciência Negra, comemorado na última terça-feira. A URS abriga cerca de 20 meninos de 12 a 17 anos, que passaram por alguma situação de vulnerabilidade.
O encontro intitulado “Dom Hélder de Portas Abertas para a Consciência Negra” ofereceu um dia inteiro de ações especiais com o objetivo de reafirmar a importância de manter viva a cultura da negritude.
As comemorações começaram com os pratos que remetem aos antepassados, a exemplo de bolo de batata doce, cuscuz e feijoada, além de lanches do jeito que a garotada mais gosta, como pipoca e suco de frutas.

Músicas e danças de raízes afro, como maculelê, samba e funk contagiaram os presentes em um ambiente de total animação. Apresentação de grupos de capoeira, do Passinho Brasil, assim como do DJ do Passinho Carioca também garantiram a diversão de internos e familiares convidados.

A roda de conversa com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine) tratou da importância das ações de combate ao racismo e mostrou a forma como o conselho trabalha.

Com o intuito de incentivar a expressão artística dos jovens, os profissionais da URS criaram uma exposição de cartazes feitos pelos internos, com frases e afirmações que clamam por um mundo melhor e sem preconceito.
O Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Mendes de Jesus, compareceu ao encontro e falou sobre o tema. “O nosso povo ainda traz de maneira forte a questão da escravidão, pois a nossa liberdade é muito recente. Por exemplo, encontramos poucos negros nas universidades. Isso tem que mudar” — disse o secretário.

Ele também citou a lei que direciona um percentual de vagas no serviço público no município do Rio de Janeiro para negros e índios. “É de minha autoria a lei de cotas que garante 20% das vagas a índios e negros em concursos para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Pois, mesmo quando o negro possui escolaridade, ele ainda encontra dificuldades, porque a sociedade é racista. Precisamos mostrar que não pode ser assim, e esta questão vai mudar gradativamente à medida que nós discutirmos e trouxermos esta conscientização para a sociedade”— conclui João Mendes de Jesus.

Coordenação de Comunicação da SMASDH