Secretaria Municipal de Assistência Social busca parcerias para desenvolver novos projetos

Publicado em 05/01/2021 - 22:52 | Atualizado em 06/01/2021 - 15:52
Ação de equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social no Centro do Rio. Foto: Nathalia Dantas/Divulgação

Em busca de parcerias para novos projetos, a secretária municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, Laura Carneiro, esteve nesta terça-feira (05/01) com o presidente da Fecomércio RJ, Antônio Florêncio de Queiroz Júnior. A reunião faz parte de uma proposta de aproximação com outros setores da sociedade civil organizada e do empresariado. Também participaram do encontro desta terça os diretores regionais Regina Pinho (Sesc RJ), Sérgio Ribeiro (Senac RJ) e Fábio Soares, de Planejamento Estratégico, Orçamento e Engenharia do Sesc.

– Estamos iniciando as conversas – contou Laura.

Na segunda-feira (04/01), a secretária participou de uma ação integrada de acolhimento e mapeamento da população em situação de rua e conversou com algumas dessas pessoas. Na região da Candelária, no Centro, Laura conseguiu convencer um homem de 40 anos que se recusava a ir para um abrigo, alegando que as unidades estavam em situação precária. Ele foi encaminhado para uma vaga no Sambódromo, onde recebeu banho e alimentação e vai ser acompanhado pela equipe técnica para se reinserir na sociedade.

Laura quer conhecer a realidade dessa população, agora ainda mais vulnerável em função da pandemia de Covid-19, e tem como prioridade reformar os abrigos da rede de assistência social da Prefeitura, que estão degradados.

– Estamos trabalhando para transformar os abrigos em locais realmente acolhedores – enfatizou.

 

Operação de acolhimento iniciada no primeiro dia do ano

A secretária acrescentou que as principais metas do órgão são a reinserção e a inclusão das populações vulneráveis, conforme prevê a legislação da Política Nacional de Assistência Social. O trabalho de mapeamento e acolhimento teve início em 1 de janeiro e se estenderá pelas próximas duas semanas. As equipes percorrerão toda a cidade, além de estações de BRT.

A prioridade é resolver os problemas mais urgentes, como a obtenção de documentos e objetos de higiene pessoal, além da distribuição de máscaras para quem não tem. Até a tarde desta terça-feira (5), a operação havia realizado 515 atendimentos, 170 encaminhamentos e 56 acolhimentos, além de distribuir 315 máscaras, 368 lanches e 326 garrafas de água.

– Vamos mapear a situação real das ruas para aperfeiçoar as políticas públicas voltadas para essa população – disse Laura, acrescentando: A ideia é implementar um fluxo integrado entre diferentes serviços e órgãos para que os que precisam tenham acesso à rede e aos benefícios assistenciais.

 

O que leva as pessoas às ruas

Os conflitos familiares são as principais causas que levam as pessoas a irem para as ruas, segundo censo realizado pela Prefeitura em 2020. O estudo apontou 7.272 pessoas em situação de rua, a maior parte se concentra no Centro da Cidade (1.442), é do sexo masculino, negra ou parda (79,6%), entre 31 a 49 anos. A pandemia foi a razão de 752 dessas pessoas irem para as ruas, em função da perda do trabalho (34%) ou da moradia (19%).

Junto com essas ações, a Secretaria também está trabalhando na implementação de novos programas e projetos, como o de inclusão de adolescentes no mundo digital; para adolescentes-adultos (18 a 25 anos); e para crianças e adolescentes.

– Essa é a nossa missão, e a gente espera contar com o empresariado, a sociedade civil organizada e com toda a sociedade carioca na condução dessa nova política de desenvolvimento social – concluiu a secretária.

  • 5 de janeiro de 2021