Rodas de Conversa repensam amor próprio e empoderamento da mulher

Publicado em 11/09/2019 - 16:32 | Atualizado em 12/09/2019 - 00:55
Wanderson Cruz - Prefeitura do Rio

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), por intermédio da Subsecretaria de Políticas para a Mulher (SUBPM), segue promovendo por toda a cidade do Rio de Janeiro uma série de rodas de conversa para contribuir com o empoderamento feminino, elevação da autoestima e combate à violência doméstica de centenas de mulheres usuárias dos equipamentos da Secretaria. Até hoje cerca de nove mil mulheres passaram pelas rodas de conversa.

O evento aconteceu na Nave do Conhecimento, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro, quando foi realizado um encontro com bate papo, esclarecimento de dúvidas e dinâmica sobre amor próprio. A subsecretária da SUBPM, Joyce Braga, a psicóloga da Casa da Mulher Carioca, Tia Doca Presciliana Vital, e a escritora do livro Desafio do Amor Próprio e coach de relacionamentos, Michele Pin, foram as debatedoras. A coordenadora da Terceira Coordenadoria de Assistência Social e Direitos Humanos (CASDH), Emília Maria, mediou o encontro.

Michele Pin conta que quando iniciou o seu trabalho de aconselhamento às mulheres, com o blog Help in Love, recebeu mais de 60 mil pedidos de ajuda por e-mail, entre casos simples de dúvidas em namoros e outros que passavam por violência doméstica. A partir daí, Michele percebeu que precisava de ajuda e, posteriormente, uniu-se à SUBPM.

“É muito bom contar com este trabalho maravilhoso da subsecretária Joyce Braga. Em se tratando de amor próprio, esta questão surgiu na minha vida desde muito cedo, quando eu precisei enfrentar o preconceito por ser filha de um italiano com uma negra. Ainda criança tive que ser forte. Então, quando eu me coloquei neste papel de ajudar meninas e mulheres eu sentia que não adiantava apenas o aconselhamento, percebi que era preciso fazer com que elas tivessem amor próprio. Foi daí que nasceu o livro Desafio do Amor Próprio, que não é um livro de leitura apenas, mas um manual prático. Ali a pessoa vai adquirindo conhecimento e força” — conta.

A subsecretária Joyce explica que os tipos de violência mostram que os ciclos se repetem e depois se perpetuam. “Com as rodas de conversa nós temos uma maneira de repensar as situações que temos vivenciado. Tanto na questão de violência nos relacionamentos afetivos, quanto em outras situações que acontecem na vida cotidiana. É preciso se superar sempre, pois a sociedade não é justa, é machista e o tempo todo fica nos provando. Então, promovemos estes encontros para repensar todos os casos que nos deparamos” – explica.

A psicóloga Presciliana destaca a importância deste momento de troca. “Poder ouvir o outro e se ver ali no lugar dele é de grande valor. A questão dos rótulos na estética influencia como as pessoas se veem e se amam. Percebemos que o medo daquilo que é novo faz muitas mulheres não deixarem aquela situação problemática em que se encontram. Porém, em algumas situações elas já morreram em vida, na sua autoestima, em seu meio social, consigo mesma. Essa questão de amar e se sacrificar pelo outro vai até que ponto? Amar é estar bem, é estar plena naquela situação e não aceitar um relacionamento abusivo” — orienta.

Wanderson Cruz – Prefeitura do Rio
Wanderson Cruz- Prefeitura do Rio
Wanderson Cruz – Prefeitura do Rio
Wanderson Cruz – Prefeitura do Rio
  • 11 de setembro de 2019