Prefeito dá posse a integrantes do Conselho Municipal Antidrogas

Publicado em 20/05/2021 - 13:15 | Atualizado em 20/05/2021 - 17:32
Os 22 integrantes do Comad tomaram posse no Palácio da Cidade - Beth Santos/Prefeitura do Rio

O prefeito Eduardo Paes deu posse aos 22 integrantes do Conselho Municipal Antidrogas (Comad/Rio), gestão 2021-2023, nesta quinta-feira (20/05), no Palácio da Cidade, em Botafogo. O colegiado tem em sua presidência a secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro.

O Comad/Rio é o órgão consultivo e de assessoramento para formulação de estratégias e execução da política de prevenção à dependência química. O conselho tem por finalidade auxiliar a administração pública na análise, formulação e aplicação da política de prevenção ao uso de drogas; no tratamento, na reinserção social dos dependentes químicos e no apoio aos familiares.

Paes ressaltou a importância da participação da sociedade civil no conselho para a criação de políticas públicas permanentes neste tema tão importante para a cidade. E ainda reforçou que estará atento a todas as indicações e sugestões feitas pelo colegiado.

 

– Essa questão da droga é um problema enorme que a cidade enfrenta. A gente ficou, infelizmente, nesses últimos anos, sem uma política pública clara. O conselho é uma forma de você ter uma participação da sociedade civil, de pessoas que conhecem e debatem o tema. Então, o conselho é quem vai dar o nosso norte, quem vai estabelecer a política pública para que a gente possa ter ações efetivas da Prefeitura na prevenção e no trabalho de enfrentamento ao uso das drogas – afirmou o prefeito.

 

A secretária Laura Carneiro aproveitou a ocasião para anunciar que firmou um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de políticas sobre Drogas (Senad). O convênio vai implementar um projeto elaborado pelas equipes da Coordenadoria Geral dos conselhos, Coordenadoria Antidrogas e o Conselho Municipal Antidrogas.

O projeto será composto por oficinas vinculadas aos três eixos temáticos: esporte, arte e cultura e mundo do trabalho. O principal objetivo da iniciativa será o de reduzir o envolvimento de adolescentes de comunidades com vulnerabilidades sociais relacionadas ao alto índice de violência urbana. Inicialmente, vai contemplar 200 jovens, de 14 a 18 anos, dos complexos do Chapadão e Pedreira, região da Pavuna e Costa Barros. Estes jovens receberão uma bolsa auxílio de R$ 500,00.

Trata-se de um projeto piloto com a proposta de ser ampliado para todas as regiões de vulnerabilidade social da cidade do Rio, que será a segunda a implantar essa iniciativa no país. O primeiro a celebrar o convênio foi o estado do Paraná.

 

A secretária Laura Carneiro será a presidente do Comad – Beth Santos/Prefeitura do Rio

 

Integrantes do conselho

 

Fazem parte do Comad/Rio representantes da sociedade civil e com notório saber em dependência química, como Giselle Aleluia e Luiz Guilherme da Rocha Pinto (psicólogos, professores da PUC-Rio do Curso de Especialização em Dependência Química), o médico Oscar Rodolpho Bittencourt Cox (entre outras especialidades, Medicina do Trabalho e Homeopatia para tratamento em dependência química), Sílvia Pontes (bióloga, especializada em dependência química) e Silvana do Monte Lima (advogada e psicóloga, especializada em dependência química).

 

– É um trabalho muito importante que ficou esquecido por quatro anos. Neste período, a secretaria que tomava conta da política de drogas era a de Ordem Pública. O prefeito Eduardo Paes entendeu a importância do acolhimento nesse tema, da prevenção e da tentativa de reinserção dessa população por meio de cuidados e da diminuição de danos – disse a secretária de Assistência Social.

 

Nova conselheira do Comad/Rio, Roseny Cintra Rondon demonstrou entusiasmo com o desafio.

– Foi uma honra ser convidada para trabalhar neste conselho, que perpassa por todos os setores da sociedade. Vamos fiscalizar, olhar, cuidar, fazer leis próprias, para que a gente possa cuidar das pessoas, fazer com que as pessoas possam sair das drogas e ter empregabilidade, saúde, educação e cursos que possam levá-las a uma vida melhor – frisou Roseny.

O médico Oscar Cox, especialista em dependência química e homeopatia, participa de conselhos municipais há 20 anos e fará parte deste agora, o que, para ele, é um prazer.

– Trabalho nunca falta. O alcoolismo e as drogas comprometem o homem em todas as suas esferas – disse Cox.

A Secretaria de Assistência Social já desenvolve um novo modelo para a política de prevenção às drogas, pois a maioria da população em situação de rua é usuária de alguma substância psicoativa.

No Censo de População em Situação de Rua da Cidade do Rio 2020, realizado em parceria com o Instituto Pereira Passos e a Secretaria Municipal de Saúde, foram entrevistadas 7.272 pessoas. Entre os principais motivos de dormirem nas ruas/unidades de acolhimento, destacam-se: 1.019 (44,6%) por conflitos familiares – inclui separação; 405 (17,7%) por alcoolismo e/ou uso de drogas; e 334 (14,6%) por demissão do trabalho/desemprego ou perda da renda.

Um total de 3.960 pessoas ainda responderam à pergunta: “Você faz uso de pelo menos uma droga (tabaco, álcool, maconha/haxixe, crack/similares, cocaína, inalantes/cola/solvente/tiner)?”. Disseram ‘sim’ 3.289 (83,1%) delas. Deste total, 2.520 (63,3%) usam tabaco; 2.137 (54%) álcool; 1.442 (36,4%) maconha/haxixe; 797 (20,1%) crack/similares; 1.169 (29,5%) cocaína; e 368 (9,3%) inalantes/cola/solvente/tíner.

  • 20 de maio de 2021