CRAS Yara Amaral inicia oficina de aromatizadores em parceria com o Sesc

Publicado em 15/05/2019 - 16:30 | Atualizado

O Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), equipamento da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), Yara Amaral, em Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro, em parceria com o Sesc iniciou o Programa Sesc Criativo, que leva oficinas com temas variados para os assistidos pelo CRAS.

Este mês está acontecendo a oficina de fabricação de aromatizadores de ambientes e carros. A gerente de relacionamento do Sesc, Thais Richsen, conta que o programa tem como objetivo trabalhar a autoestima, gerar empoderamento e propiciar renda familiar.

Segundo ela, muitas pessoas que procuram os cursos tem filhos ainda pequenos e não tem como sair para trabalhar, sendo que ao fabricar um produto elas tem a possibilidade de vender e conseguir algum dinheiro, possibilitando uma mudança de vida.

“Fiquei bastante feliz com a procura. Não focamos em um público específico. Tivemos homens e mulheres, jovens e pessoas de mais idade em busca de uma oportunidade. No próximo mês teremos novas oficinas”- conta Thais.

Elzira Massafra, aposentada, de 67 anos, decidiu participar da oficina para exercitar o cérebro. Ela diz que sempre procurou fazer atividades.

“Trabalhei muito durante anos, então quando me aposentei procurei algo para não ficar em casa esperando a morte. Através da Clinica da Família, fiquei sabendo deste projeto e gostei muito. Ele é ótimo; é meu primeiro curso e eu quero fazer os meus aromatizantes para presentear familiares, amigos e contribuir nas festas da minha igreja. Quando aparecerem encomendas, sem dúvida eu vou vender — acirma.

Gerderson dos Santos, de 30 anos, vendedor ambulante, está vendo uma nova oportunidade e a cada dia ele aprende algo diferente. “Vou colocar em prática o que aprendi aqui. Este projeto nos traz sabedoria para termos o nosso próprio trabalho. Eu acredito que terei um bom público de venda com aromatizador” — conclui.

O CRAS atende famílias em situação de baixa renda e vulnerabilidade social. A diretora do Centro, a assistente social Monique Portela conta que divulgaram os cursos e tiveram um grande número de pessoas interessadas e a proposta é aumentar o número de oficinas.

“Vamos realizar uma pesquisa para entender quais são os que eles mais gostariam de aprender. Assim que terminar esta, vamos iniciar outra” — diz.

  • 15 de maio de 2019