Cerimônia no Palácio 450 marca lançamento do Calendário Afro

Publicado em 18/03/2019 - 19:18 | Atualizado em 18/03/2019 - 21:04

O Palácio 450, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro, reuniu lideranças sociais do movimento negro para o lançamento do Calendário 2019 de ações da Roda de Conversa Afrodescendente.

A ferramenta terá como objetivo estimular as lideranças a difundir em favelas e subúrbios cariocas as políticas públicas de inclusão da população negra, especialmente entre a parcela mais carente. A Roda de Conversa Afrodescendente visitará mensalmente um bairro da cidade.

O movimento foi idealizado pelo Conselho Municipal e Estadual de Defesa dos Direitos do Negro, em parceria técnica com a assessoria especial do Gabinete do prefeito Marcelo Crivella, e conta com apoio e organização da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH).

O secretário da SMASDH, João Mendes de Jesus, e o subsecretário de Direitos Humanos, Gustavo Proença, além da presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine-Rio), Fátima Malaquias, contaram com o apoio do prefeito Marcelo Crivella para o movimento.

O evento foi marcado por apresentações dos cantores do Coro Voz do Rio, além do anúncio de ações como o Circuito Afro Carioca (que terá sua primeira edição sediada no Palácio 450) e Pólo EducAfro Rio, além do movimento Agentes de Direitos Afros, todos frutos de parceria da Prefeitura do Rio com grupos da sociedade civil, que são referências em militância e projetos sociais em favelas.

Na avaliação da SMASDH, a Roda de Conversa é uma das formas mais eficazes de levar políticas públicas a uma parcela da população que, muitas vezes, desconhece essas iniciativas. Em 2018, a Roda garantiu benefícios diretos a negros cariocas, com cinco mil inscrições em diversos programas.

Para o secretário João Mendes de Jesus, este é um momento de boas novidades.

“Hoje estou na SMASDH e o que mais me alegra nesta Secretaria é a condição de direitos que oferecemos para as pessoas em toda a cidade, chegamos até às situações mais vulneráveis. A Secretaria tem uma capilaridade muito grande, temos trabalhado com projetos para fazer a busca ativa de pessoas que não eram vistas, mas que nós fazemos se tornar cidadãs”— afirma.

João Mendes disse ainda que recentemente foi realizado um trabalho nas comunidades da Cidade de Deus, Complexo do Lins e no Chapadão Pedreira. “Identificamos muitos de nós nesses locais. Me sinto honrado, como um homem negro em estar à frente desta Secretaria e ter como nosso Subsecretário de Direitos Humanos também um homem negro, o Gustavo Proença, uma prova de que nós podemos ir escalando. Sei que ainda é difícil, pois temos apenas 130 anos de libertação da escravidão, e ficamos muito tempo fora de tudo, mas em cem anos de libertação começamos a ter um certo protagonismo no nosso Brasil. Felizmente as politicas públicas estão avançando” — conclui.

  • 18 de março de 2019