Centros de Referência de Assistência Social retomam atendimento presencial após um ano e meio de pandemia

Publicado em 07/10/2021 - 17:07 | Atualizado em 07/10/2021 - 17:50
Centro de Referência de Assistência Social - Fernando Maia / Prefeitura do Rio 

“Vovó, é hoje que a gente vai lá ver as vovós?”. Depois de um ano e meio isolado em casa, Adriel, de 9 anos, saiu animado nesta quinta-feira (07/10) com a avó Cleusa Firmino de Farias, de 77. Moradora de Rocha Miranda, ela é atendida pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) José Carlos Campos e, devido à pandemia, estava sendo assistida remotamente. Durante a quarentena, milhares de usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) da Secretaria Municipal de Assistência Social foram acompanhados assim. Mas, nesta quinta-feira (07/10), todas as atividades, entre elas conversa, socialização e troca de experiências, estão voltando a ser presenciais nos CRAS do Rio.

Desde março de 2020, a “convivência” só ocorria em grupos de mensagens do WhatsApp, o meio mais acessível para a maioria da população vulnerável.

 

– Mais importante do que qualquer atividade é ter vocês juntas, pois aqui se constroem laços de amizade, companheirismo, parceria, que ajudam a sair da tal da depressão. Então eu fico muito feliz de a gente voltar com o serviço de convivência presencial, que possam falar, uma ouvir a outra, de uma certa maneira uma acariciando a outra – expressou a secretária, Laura Carneiro.

Os 47 CRAS da cidade realizaram em 2021, desde 1º de janeiro, 710 mil atendimentos – número 28% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior (507.132) – entre inscrições no Cadastro Único (acesso aos programas sociais do governo federal), acompanhamento de indivíduos e famílias vulneráveis dos mais variados tipos, orientação e retirada de documentação civil, Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (Paif), e outros. No SCFV as pessoas vulneráveis têm a oportunidade de conversar sobre temas da atualidade e de conviver em comunidade.

Foi por esse motivo que Dona Cleusa comemorou o retorno do serviço com pulos e agitando os braços, no meio de outras 23 ‘vovós’ e um ‘vovô’. Agora vacinadas, muitas com a terceira dose, elas estão felizes com o reencontro e vão pode retomar os passeios e as conversas presenciais. Com o suporte da Assistência Social, vão a teatros, museus e até a outras cidades, como Petrópolis.

 

– A gente sente falta das amizades – contou Elenice Tedoldi, de 66 anos, que participa do serviço há quatro anos.

 

Antes da pandemia, Elenice morava sozinha, com os filhos criados. Agora, divide novamente a casa com o marido, com quem reatou durante o período de isolamento.

 

– Sou agente experiente, conto histórias para crianças nas escolas, faço máscaras e quentinhas para moradores em situação de rua, mas estava morrendo de saudade dos encontros e dos passeios – completou Rosana Nascimento de Souza, 66, que vive sozinha.

 

O serviço atende grupos de crianças e adolescentes (de 6 a 9, 10 a 14 e 15 a 17 anos) e idosos (acima de 60 anos). Nesta quinta-feira, foram retomadas as atividades presenciais de 12 grupos em 10 CRAS. Ao longo do mês, as outras unidades voltarão a atender de maneira presencial gradualmente, de acordo com as necessidades dos usuários. Por mês, a Assistência Social atende, em média, 9 mil usuários nas atividades de convivência e fortalecimento de vínculos.

  • 7 de outubro de 2021