Assistência Social inaugura novo espaço para criança e adolescente no Rio

Publicado em 23/03/2022 - 16:53 | Atualizado
Central de Recepção de Crianças e Adolescentes ganhou novo endereço na cidade - Divulgação

“Eu queria não saber”. É com essa frase que a menina Marina (nome fictício), de 16 anos, responde a quem pergunta se ela sabe a razão de estar longe de sua família, sob a proteção da Assistência Social. Histórias como a dela, de abandono, maus-tratos, abusos e negligência, infelizmente povoam as das mais de cinco mil crianças e adolescentes que passaram pela Central de Recepção de Crianças e Adolescentes (CRCA) Taiguara, em 15 anos de existência. Primeira etapa de acolhimento desse público, a Central ganhou nesta, quarta-feira (23/3), novo endereço, no Méier, com amplo espaço para o atendimento.

A casa de dois andares, terraço e quintal, toda pintada de azul, conta com quatro quartos, cinco salas – multiuso, para atendimento individual, direção, equipe técnica e educadores -, cinco banheiros e cozinha. É o quarto endereço do equipamento desde sua criação, onde trabalham 44 profissionais. Para a inauguração, a casa foi toda reformada e os móveis são novos, inclusive os equipamentos dos banheiros. Tem varanda e aparelhos de ar condicionado.

 

– Quero que vocês entendam que aqui é uma família, e essa família é de vocês. É preciso que vocês se empoderem do que é de vocês, e essa casa foi arrumada para vocês com todo o carinho. Agradeço a essa equipe maravilhosa que, com a Rachel Batista à frente, tem feito um trabalho maravilhoso aqui no Taiguara – afirmou a secretária de Assistência Social, Laura Carneiro.

 

Em 2021, mesmo enfrentando problemas estruturais no antigo endereço, recebido em condições críticas pela atual gestão, a CRCA Taiguara recebeu e encaminhou 536 crianças e adolescentes. O serviço é a etapa inicial de recepção desse público que chega ao sistema de Proteção Especial de Alta Complexidade da Assistência Social em caráter de urgência, necessitando proteção integral imediata, por estarem em situação de risco social e pessoal.

A Central realiza o atendimento psicossocial das crianças e adolescentes, a maior parte encaminhada pelos conselhos tutelares. Lá, cada caso é avaliado e encaminhado para as futuras etapas de atendimento, até a reinserção social e familiar ou a colocação em família substituta.

 

– Só tenho a agradecer a todos os profissionais que se dedicam, de sangue e alma, a esse serviço. A casa está linda, e que a gente continue esse trabalho para que todos os usuários e funcionários tenham esse espaço digno para trabalhar, viver e reconstruir suas vidas – afirmou a subsecretária de Proteção Social Especial, Sheila Oliveira.

 

– De todos os endereços que já tivemos, nunca chegamos perto de algo tão belo e tão digno. Meu coração está cheio, demos um passo central na história desse equipamento, que é o primeiro contato da criança e do adolescente com a proteção institucional. Quando soa no nosso alarme, sabemos que tem alguma criança e adolescente em situação de vulnerabilidade – afirmou Rachel Batista, diretora da Central há oito anos.

  • 23 de março de 2022