Escolas de samba são homenageadas por abordarem cultura negra no carnaval

Publicado em 20/09/2019 - 14:25 | Atualizado em 24/09/2019 - 09:25

O Troféu Conselheiro Ed Miranda Rosa de Cultura Negra no Carnaval, promovido pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine), contemplou, em grande evento na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio de Janeiro, as escolas de samba que abordaram a temática afrobrasileira em seus enredos no Carnaval 2019.

Anualmente, o troféu consagra agremiações e profissionais que levantaram questões sobre a origem, expressões e personalidades negras no carnaval carioca. Em sua 14ª edição, o evento homenageou 35 nomes de 14 categorias, como pesquisador, bloco, carnavalesco, passista e Velha-Guarda, além de representantes do poder público.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), Secretaria Municipal de Cultura(SMC) e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa apoiaram o evento.

O secretário municipal de Cultura, Adolpho Konder, foi um dos homenageados especiais. Ele destacou a importância do samba na formação da identidade cultural carioca. “O carnaval foi o pioneiro em dar visibilidade à cultura negra e também é um instrumento de resistência, reflete a cultura do povo. Precisamos valorizar os artistas que se empenham durante todo o ano pra construir a nossa grande manifestação cultural” – afirma.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Mendes de Jesus, foi um dos homenageados. A subsecretária de Políticas para a Mulher, Joyce Braga representou o secretário no evento e afirmou: “É maravilhoso participar desta premiação. Os grandes nomes estavam presentes. O carnaval é de grande importância para a nossa cultura carioca. Precisamos valorizar o que temos de melhor. Agradeço pela bela homenagem em nome do secretário João Mendes de Jesus, um homem engajado na luta pelos direitos do povo negro. Ele deixa o seu carinho e os parabéns para todos vocês” – comemora.

Para a presidente do Comdedine-RJ, Fátima Malaquias, a premiação é uma maneira de reverenciar os profissionais que ajudam a perpetuar a cultura negra através da arte.

“O maior espetáculo da terra tem as raízes fincadas em solo africano. É no Carnaval que essa cultura é vista pelo mundo inteiro, e isso é feito com muita luta e muito suor. Nada mais justo do que homenagear as pessoas que colocam a história do negro na passarela” – diz..

O universo dos livros abriu as portas e recebeu quem fez a diferença no carnaval 2019, como os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, da Acadêmicos de Vigário Geral, que falaram sobre os governantes do antigo Reino do Congo, além de Leandro Vieira, que tratou dos heróis nacionais marginalizados no carnaval da Estação Primeira de Mangueira.

Wanderson Cruz / Prefeitura do Rio
Wanderson Cruz / Prefeitura do Rio