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A fisioterapia no tratamento da covid-19 nos hospitais
Publicado em 17/06/2020 - 12:25 | Atualizado em 17/06/2020 - 12:33
Fisioterapeutas auxiliam com o suporte respiratório para os pacientes hospitalizados. Foto: Divulgação Prefeitura do Rio “Posso dizer, com certeza, por mim e por toda equipe multiprofissional que, ver um paciente sair do CTI recuperado é uma satisfação imensa. É muito gratificante devolver um ente querido para sua família.”
A declaração é do coordenador de fisioterapia do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (HMRG), Alexandre Abrunhosa, e demonstra o tamanho da dedicação e comprometimento das equipes na linha de frente do combate à covid-19. Os profissionais de fisioterapia têm um importante papel no cuidado desses pacientes, principalmente os mais graves que dependem do ventilador mecânico (respirador).
A covid-19 é uma doença infecciosa, causada por um vírus que compromete o sistema respiratório. Embora a maior parte dos pacientes infectados apresente somente sintomas leves, existe uma parcela menor, mas significativa, de pacientes que evoluem para um estágio grave, necessitando de hospitalização e, em alguns casos, de ventilação mecânica.
A fisioterapia desempenha um papel significativo no tratamento do coronavírus, contribuindo para atenuar os sintomas provocados pela doença. Segundo Alexandre Abrunhosa, os pacientes de terapia intensiva, em especial os que estão em suporte ventilatório, são os que requerem maior vigilância: “O fisioterapeuta auxilia na vigilância ventilatória e na criação de estratégias que reduzam o tempo no respirador bem como suas complicações.”
O trabalho do fisioterapeuta também é importante nas enfermarias, onde contribuem na melhoria da qualidade de vida e na redução do tempo médio de internação hospitalar.
“Cada alta é comemorada, é sempre um momento marcante, mas pra mim e para a minha equipe a alta da nossa primeira paciente com coronavírus foi muito especial. Ela era uma paciente grave e nosso trabalho contribuiu para recuperação e ela pôde ir para casa, de volta para sua família. Foi realmente sensacional!”, relembra o coordenador de fisioterapia.
Abrunhosa sempre trabalhou em hospitais públicos e revela que viu o HMRG se preparar para essa nova fase dedicada ao coronavírus, mas fala também do medo dos profissionais sobre o que ainda estava por vir. “Investiram em treinamentos, vimos à chegada de EPIs. Havia uma preocupação com os profissionais que estavam atuando na linha de frente. Trata-se de uma doença com um poder enorme de contaminação e que pode evoluir para uma forma grave. Hoje nos sentimos mais seguros, criamos certa expertise no assunto”, diz ele.
O Hospital Ronaldo Gazolla mudou seu perfil de atendimento em 23 de março, quando passou a tratar exclusivamente de pacientes acometidos pelo coronavírus. Todos os serviços do hospital foram transferidos para outras unidades. Além da abertura de leitos de enfermaria, houve também o investimento em novos equipamentos, possibilitando a ampliação dos leitos de CTI, de 18 para 106 atualmente. Essa ampliação garantiu atendimento aos pacientes mais graves.
Ao falar sobre trabalho das equipes da linha de frente, de forma geral, Alexandre acredita que o maior estímulo que os profissionais podem receber nesse momento é o reconhecimento: “O que movimenta esses profissionais é acreditar no poder transformador das suas ações e no bem que podem fazer para o próximo”, conclui.
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