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Professora da Escola Municipal Dom João VI recebe Prêmio Paulo Freire da Alerj
Publicado em 13/11/2019 - 18:45 | Atualizado em 13/11/2019 - 19:34
O projeto da professora da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, Ana Soares, é uma das 86 ações contempladas com o Prêmio Paulo Freire da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Foram escolhidas inciativas de profissionais da educação de escolas e universidades públicas de todo o Estado. O evento de premiação acontece nesta quinta-feira, dia 14/11, às 18h30, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS), no Centro do Rio.
O programa, voltado para despertar a paixão pela leitura em alunos do Ensino Fundamental, do 4º e 5º ano, na Escola Municipal Dom João VI, em Higienópolis, transformou a escola em unidade leitora e levou a docente idealizadora a um patamar de destaque no cenário nacional da educação. Além do prêmio da ALERJ a professora também concorreu ao prêmio nacional Educador Nota 10 deste ano, ficando em posição de destaque.
– A leitura traz muita felicidade e o projeto Lê Comigo no ano de 2019 comprovou isso mais uma vez. Estou muito feliz por receber o Prêmio Paulo Freire concedido pela Alerj logo em sua primeira edição – afirma a professora e idealizadora do projeto Lê Comigo, Ana Soares.
As duas premiações consagram o programa pedagógico da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, que reconhece e valoriza o trabalho dos professores da rede. O projeto da professora Ana acabou abraçando toda a escola em que atua, trazendo até mesmo a comunidade para dentro deste espaço. A unidade, localizada na zona norte do Rio, atende a estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e também inclui alunos com deficiência que estudam em classe especial e classes regulares.
— Os livros são para todos. Por isso, fiquei emocionada ao ver o quanto os estudantes estavam lendo depois que o projeto emplacou. Como o Ziraldo, acredito na paixão pelo livro e não no hábito. Uma vez que você o ama, nunca mais esquece — disse a professora que desenvolve a ação há sete anos.
Após assumir a sala de leitura da escola, em meio aos livros, a pedagoga decidiu propor formas criativas para estimular a paixão pelos livros por meio da leitura em diversas formas: autônoma, silenciosa, compartilhada, na contação de histórias e na interação com o cinema. Fora desse espaço, ela decidiu criar opções para que os estudantes entrassem em contato com a literatura. Em parceria com pais e com a comunidade escolar, Ana adquiriu geladeiras com defeito que iriam para o lixo e conseguiu doações de um novo acervo para ampliar o seu projeto.
Na chamada “gibizeira”, o eletrodoméstico foi embalado de quadrinhos da Turma da Mônica e tirinhas de jornal e, pouco tempo depois, ficou recheado de histórias que já foram lidas por centenas de estudantes no horário do recreio. Já no café literário, que fica em um dos corredores, a decoração feita pela docente em um antigo frigobar convida os estudantes para procurar novas aventuras e conhecimentos.
— O que me motivou a fazer essa ação toda foi que eu me questionava se os livros estavam mesmo sendo lidos e se, em casa, eles tinham um espaço para ler. Essa dinâmica me inquietava. Até que eu decidi criar, junto com toda a escola, esses espaços e mostrar que todo lugar pode estar não só em um ambiente, e eles podem, ao invés de ficar pensando em besteira, escolher um livro, se apaixonar e multiplicar as histórias pelo mundo.
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