Coronavírus: Vigilância Sanitária orienta sobre ações preventivas para uma alimentação saudável

Publicado em 30/03/2020 - 16:17 | Atualizado em 30/03/2020 - 18:32
Alimentos na mesa. Foto: Divulgação

A lavagem correta e frequente das mãos se transformou no principal alerta na prevenção e no combate ao coronavírus (Covid-19). Além desta recomendação – que somada ao uso do álcool gel 70% e, por enquanto, ao isolamento social, vem sendo difundida nos quatro cantos do planeta – os comércios de alimentação e a população em geral devem adotar uma rotina de cuidados voltados ao ambiente e aos alimentos. Este segmento é um dos diversos contemplados por informes técnicos produzidos pela Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, com base em normas, protocolos e legislações já existentes que contribuem para minimizar os riscos de contaminação do novo vírus e de outras doenças, como a gastroenterite.

 

Com o título de Alimentação Saudável, o informe técnico começa com recomendações que devem ser conferidas na hora da compra de carnes, frutas, legumes e verduras, seguindo com orientações sobre o preparo e a conservação dos alimentos. A primeira delas é a importância de verificar as condições de cada alimento, como a textura e a cor. E mais: sempre que possível, optar por produtos de época e in natura, livres de conservantes.

 

– Todo o cuidado é pouco com alimentos. Para uma alimentação saudável é preciso redobrar a atenção, começando na escolha dos produtos. O consumidor deve verificar se o estabelecimento está limpo, se o alimento é mantido em local higienizado e até a higiene do manipulador. Ele tem que estar corretamente uniformizado, com proteção de cabelos e usando normalmente um pegador para não ter contato direto com alimentos. E lembrando que o uso de luvas não é recomendado, pois nesses casos favorece a contaminação – orienta a médica-veterinária Aline Borges, coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária.

 

A escolha dos alimentos é a primeira das etapas de prevenção, que segue em casa com a desinfecção dos produtos. Basta fazer uma solução bem simples, diluindo uma colher de água sanitária em cada litro de água e deixar verduras e legumes por 20 minutos, lavando em água corrente em seguida. Mas antes é preciso lavar bem as mãos e usar a esponja, bucha ou a escovinha de cerdas macias exclusiva para lavar os produtos. Depois, o ideal é descartar as embalagens e armazenar em potes.

 

– Isso serve também para os alimentos já prontos, que merecem cuidados redobrados na conservação. Um exemplo é o arroz que, depois de 30 minutos de cozido, deve ser mantido na geladeira. É o tempo de segurança para evitar a proliferação de micro-organismos – alerta a coordenadora Aline Borges.

 

O informe técnico Alimentação Saudável reúne normas estabelecidas em materiais como o Guia Cuidados com os Alimentos do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Política de Saúde do Ministério da Saúde (dab/sps/ms/1998); o Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014, também do Ministério da Saúde; e o Manual da Gerência de Produtos da Coordenação de Vigilância em Saúde 2006 da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. O pequeno manual está disponível no link, onde podem ser conferidos os demais informes com medidas de prevenção ao Covid-19, produzidos pela Vigilância Sanitária do Rio para orientar a população e estabelecimentos específicos como hospitais, clínicas de terapia renal, supermercados, empresas de serviços funerários e de delivery, entre outros.

 

Outras ações – Entre outras inúmeras ações de prevenção e combate ao coronavírus promovidas pela Vigilância Sanitária neste período de isolamento, está a manutenção dos serviços essenciais. Um deles é o atendimento 24 horas a reclamações registradas na Central 1746. O foco são denúncias relativas ao coronavírus. Nas últimas duas semanas foram, em média, 40 inspeções por dia, a maioria referente à falta de equipamento de proteção individual (EPI), venda de medicamentos para o tratamento do Covid-19 (o que ainda não há confirmação nem liberação) e comercialização irregular de álcool 70%, como a flagrada na última sexta-feira, dia 27, em um box da Ceasa-RJ, em Irajá. As equipes permanecem de plantão para as fiscalizações em mercados, farmácias e demais estabelecimentos com autorização para funcionar.