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Prefeitura entrega certificados a pessoas acolhidas em abrigos
Publicado em 20/09/2022 - 20:22 | Atualizado- Início/
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A Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTE), em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), entrega nesta quarta-feira (21/09), às 10h, o certificado de conclusão de curso aos 15 participantes do Projeto Resgate, destinado a pessoas em situação de rua que estão em abrigos da Prefeitura.
O foco do projeto é promover a empregabilidade e a geração de renda, além do resgate da cidadania por meio da reinserção social.
– Acabamos de incluir dois formados na turma anterior no curso de calceteiros feito em parceria com a Secretaria Municipal de Conservação. Eles foram muito elogiados pelo Mestre Gedião Azevedo e estão preparados para suprir a alta demanda por especialistas na área – diz o Secretário Municipal de Trabalho e Renda, Alexandre Arraes.
Para a secretária de Assistência Social, Maria Domingas Pucú, a iniciativa promove a reinserção social:
– Essa parceria com a Secretaria de Trabalho e Renda é fundamental para a política de reinserção social, fundamental nesse processo de atendimento socioassistencial.
Os formandos assistiram a quatro oficinas preparatórias: A Influência das Redes Sociais No Marketing Digital, Ferramentas Digitais e o Mundo do Trabalho, Técnicas de Apresentação Pessoal e Comunicação e Oratória.
Para participar do projeto a pessoa deve ser atendida pelos equipamentos de Assistência Social do município há pelo menos seis meses e demonstrar interesse em ingressar no mercado de trabalho. Ao fim do curso, os participantes são encaminhados aos processos seletivos de vagas de emprego captadas pela SMTE e disponibilizadas ao Projeto Resgate. Eles terão acompanhamento durante seis meses das assistentes sociais da Prefeitura do Rio, após a contratação.
De acordo com o Censo de População em Situação de Rua 2020, o Rio de Janeiro tem 7.272 mil pessoas em situação de rua. Esse foi o primeiro censo com metodologia científica realizado na cidade e mostrou que, entre os principais motivos que levaram essas pessoas a dormir nas ruas estava a demissão do trabalho/desemprego ou a perda da renda. E, contrariamente ao que se propaga no senso comum sobre a condição de parasitismo desse grupo social, o censo apontou que 62,8% – de um universo de 4.242 pessoas que responderam à questão – disseram realizar alguma atividade para obter renda, como catar material reciclável ou lixo (47,5%) e vender produtos como camelô ou ambulante (26%).
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