Coronavírus: Disk Aglomeração da Prefeitura do Rio ganha reforço tecnológico para agilizar a dispersão de pessoas

Publicado em 06/04/2020 - 17:27 | Atualizado
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Sinais de celulares serão utilizados pelo serviço que já atendeu 776 chamados registrados pela Central 1746. Também foram fechados 1.282 estabelecimentos

Na luta para evitar o avanço do novo coronavírus, a Prefeitura do Rio de Janeiro começou a utilizar sinais de celulares para detectar pontos de aglomeração de pessoas e, assim, agir imediatamente para dispersá-los. A nova ferramenta vai auxiliar nas ações do Disk Aglomeração, lançado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop).


Até então, o serviço para o afastamento de pessoas funcionava exclusivamente com base em chamados para a Central 1746, mas o uso da tecnologia veio reforçar as ações, a partir de uma parceria com a operadora de telefonia TIM e o Centro de Operações Rio (COR).


Até o fim de semana, 05/04, dos 776 atendimentos feitos pelas equipes do serviço, em 273 foram constatadas aglomerações. Ações da Seop pela cidade também fecharam 1.282 estabelecimentos de 1.933 fiscalizados.

– Essa plataforma vai nos ajudar a atuar mais efetivamente para evitar as aglomerações que, neste momento, são nosso principal desafio na luta contra a doença. Embora a parceria seja apenas com uma companhia telefônica, é possível estimar o público naquela região com base na participação de cada empresa no mercado. A parceria com a TIM e o COR é o primeiro passo para conseguirmos ampliar ainda mais nossa atuação no combate ao novo coronavírus, seguindo as determinações do prefeito Marcelo Crivella – afirma o gestor do Gabinete de Crise da Prefeitura contra a pandemia e secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca.


Gutemberg detalha que o sistema diferencia até turistas, com base nas informações de “roaming”, e assegura o sigilo dos dados utilizados.


“É muito importante dizer que todas as informações coletadas são anônimas, respeitando critérios de confidencialidade e segurança de dados pessoais, conforme prevê a Legislação”, ressalta Gutemberg.


Para Alexandre Cardeman, chefe-executivo do Centro de Operações Rio, a tecnologia permite à Prefeitura tomar as melhores decisões para o cidadão. Durante as Olimpíadas, o mapa de deslocamento ajudou a traçar os planos de mobilidade dos jogos.


“Estamos passando por um momento de extrema cautela e saber onde há concentração de usuários vai nos ajudar a orientar a população da melhor maneira”, diz Cardeman.


Como funciona a nova ferramenta contra aglomerações?


A ferramenta identifica locais com aglomeração de pessoas com base no sinal emitido pelas antenas de aparelho celulares dos usuários. Esses dados chegam ao sistema que está exposto em telões do Gabinete de Crise montado no Riocentro. Os dados são atualizados de tempos em tempos no painel.

“A parceria tem como maior objetivo munir a Prefeitura do Rio com dados em tempo real que podem impactar ativamente a estratégia de contenção do vírus. São informações massivas acessíveis a todas as operadoras que preservam o anonimato dos clientes, mas que se tornam valiosas num momento em que entender o movimento da população significa prever a movimentação do Covid-19. Para TIM é muito importante poder apoiar o País nesta fase desafiadora, fornecendo ferramentas essenciais para o controle da doença”, explica Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil.


Além disso, câmeras da prefeitura poderão ser utilizadas para complementar as informações, ajudando a identificar, por exemplo, os trabalhadores em expediente ou pedestres. Caso sejam verificadas concentrações de pessoas em áreas públicas que possam representar um risco de propagar o vírus, uma equipe da Prefeitura será enviada ao local para orientar os cidadãos.


Central 1746 – Coordenado pela Seop, o Disk Aglomeração continuará recebendo demandas por meio da Central 1746.


Os chamados que chegam pelo canal são filtrados na base operacional do Riocentro, por prioridade e por região, para otimizar as ações. A partir daí, cerca de 30 agentes (guardas municipais do Grupamento de Operações Especiais e policiais militares do Programa Rio+Seguro), divididos em cinco equipes, são destacados exclusivamente para os atendimentos. A prioridade é para aqueles com demandas específicas à finalidade do serviço, como aglomerações em estabelecimentos comerciais essenciais e áreas públicas de lazer.


Bairros mais demandados – Os bairros mais demandados até este domingo, dia 5, são: Campo Grande, Centro, Realengo, Bangu, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Tijuca, Copacabana, Santa Cruz e Taquara.


Distância – As ações visam fiscalizar reuniões (sem aparente justificativa) de dez pessoas ou mais sem a observância de um metro e meio de distância entre elas. Este e outros detalhes do serviço constam do Decreto 47.328, publicado no Diário Oficial do município do dia 30 de março. De acordo com o texto, os estabelecimentos essenciais em funcionamento também devem instalar informativos (placas ou cópias em papel) destacando o Disque 1746 em pontos de fácil visibilidade.

  • 6 de abril de 2020