Pela primeira vez em 2021, Rio apresenta risco baixo para Covid-19

Publicado em 29/10/2021 - 11:23 | Atualizado
Secretaria de Saúde apresenta a 43ª edição do Boletim Epidemiológico Covid-19 - Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

Diante da melhora do cenário epidemiológico da cidade do Rio de Janeiro, foi criado um novo parâmetro no mapa de risco para transmissão da Covid-19: o risco baixo – classificação em que todo o município está, como apresenta a 43ª edição do Boletim Epidemiológico Covid-19, divulgado nesta sexta-feira (29/10). Alcançar tal estágio, representado pela cor verde, é algo inédito, que sequer era considerado por causa do cenário crítico da pandemia até então. Todas as 33 regiões administrativas do município estão atualmente no estágio de atenção de risco baixo.

 

– Não tínhamos essa categoria porque não imaginávamos que poderíamos ter. O comitê científico recomendou, alinhado ao mapa do estado, que também se encontra em risco baixo. Realmente é surpreendente e bem impressionante. Não esperávamos viver momento epidemiológico tão favorável em tão pouco tempo. É necessário ter coerência e comunicar de maneira adequada. O estado já tinha essa classificação, e criamos justamente para refletir o cenário atual – declarou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

 

Em 2021, o mapa de risco apresentou, por 18 semanas consecutivas, predominância do risco muito alto para Covid-19 na cidade; nas 18 semanas seguintes predominou o risco alto; e mais seis semanas correram com risco moderado. Já nesta 43ª semana do ano, a criação da classificação de risco baixa foi uma recomendação do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), em reunião na última segunda-feira (25/10), para este indicador que avalia as internações e óbitos.

Além desses dois índices, casos notificados por Covid-19 e os atendimentos na rede de urgência e emergência por síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave na capital também mantêm a tendência de queda sustentada, todos apresentando as menores taxas desde o início da pandemia, em março de 2020. A fila por leitos referenciados para covid também segue zerada.

O boletim mostra que, desde março de 2020, o Município do Rio soma 490.173 casos de Covid-19, com 34.984 óbitos. Em 2021, são 273.704 casos e 15.890 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 5,8%, contra 8,8% em 2020; e a de mortalidade, em 238,5 a cada 100 mil habitantes, contra 286,6/100 mil no ano passado. A incidência da doença é de 4.108,1/100 mil, quando em 2020 era de 3.249,6/100 mil.

Mais informações sobre o cenário epidemiológico da Covid-19 no Município do Rio estão disponíveis em coronavirus.rio.

Uso de máscaras

Com a redução dos níveis de alerta para a pandemia no Município do Rio aliada à adesão dos cariocas à vacinação, chegando a 65% da população total com esquema vacinal completo, foi possível flexibilizar o uso de máscaras faciais em locais abertos na cidade sem aglomeração de pessoas. A medida passou a valer na tarde da última quinta-feira (28/10), após publicação de decretos das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

Em locais fechados, o uso das máscaras permanece obrigatório. É importante ainda manter os ambientes ventilados; continuar higienizando as mãos com frequência; tomar a segunda dose (D2) ou dose de reforço (DR), conforme calendário; e, se apresentar sintomas gripais, ir a uma unidade de saúde. A terceira etapa de reabertura da cidade prevê a dispensa do item de proteção em quaisquer lugares quando for atingida a cobertura vacinal de 75% da população total – com exceção do transporte público e unidades de saúde.

 

– Aos poucos, começamos a ajustar nossas medidas restritivas. A pandemia não acabou, mas temos clareza de que vivemos uma situação diferente do passado. Deve-se continuar a usar máscaras em ambientes fechados e é importante manter os ambientes ventilados, priorizando locais abertos. Um legado que temos que levar da pandemia é que sempre precisamos fortalecer a higiene das mãos, não só por conta da covid, mas por uma série de outras doenças – esclareceu o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Márcio Garcia.

 

Secretaria de Saúde reforça as recomendações que precisam ser seguidas pela população – Marcelo Piu/Prefeitura do Rio

 

Vacinação

Nesta sexta-feira (29/10) e no sábado (30/10), podem receber a primeira dose (D1) da vacina contra covid todos os cariocas com 12 anos ou mais que ainda não tenham se vacinado; e a D2, para quem tem a data agendada. Já a DR estará disponível para idosos com 64 anos ou mais; além de pessoas com alto grau de imunossupressão com 12 anos ou mais; e profissionais da saúde que tomaram a D2 em abril.

Na próxima semana, a aplicação de DR será retomada na quarta-feira (3/11) por causa dos feriados do Dia do Servidor e Finados, com repescagem para idosos com 64 anos ou mais. Entre quinta (4/11) e sábado (6/11), poderão ser imunizadas pessoas a partir de 63 anos.

Até a noite da última quinta-feira (28/10), 5.757.150 pessoas haviam tomado a D1 das vacinas contra a Covid-19. Com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única), já são 4.465.338 pessoas, o que representa uma cobertura de 66,2% da população total e de 84,6% da população adulta (a partir de 18 anos). As DR em idosos e pessoas com alto grau de imunossupressão somam 688.437 aplicações até agora.

A SMS-Rio disponibiliza pontos de vacinação em toda a cidade, funcionando de segunda-feira a sábado, para facilitar o acesso da população à vacina. A lista desses pontos, seus horários de funcionamento, o calendário de vacinação e outras informações estão disponíveis em coronavirus.rio/vacina e nas redes sociais da Secretaria Municipal de Saúde e da Prefeitura do Rio. A vacinação em domicílio está disponível para idosos acamados (DR) e PcD com 12 anos ou mais e pode ser solicitada pelo link coronavirus.rio/vacinacaoemdomicilio  ou pelo WhatsApp 21 97620-6472 (canal de atendimento de segunda a sexta-feira, de 9h a 16h). O prazo para o agendamento é de até 30 dias.

Eventos-teste

Vinte e um eventos-teste autorizados pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa) já completaram o prazo de 14 dias posteriores de monitoramento do público presente. Para cada um deles, as pessoas precisavam estar comprovadamente testadas e vacinadas. Todos os eventos-teste apresentaram taxa de incidência menor do que o Município do Rio no momento da sua realização. Entre os casos suspeitos e confirmados notificados até duas semanas após os eventos, todos tiveram apenas sintomas leves.

Os detalhes dos resultados dos eventos-teste constam nos boletins epidemiológicos, disponíveis em https://coronavirus.rio/material-informativo.

  • 29 de outubro de 2021