Dia das Crianças: pais devem ficar atentos aos brinquedos

Publicado em 10/10/2022 - 17:45 | Atualizado em 10/10/2022 - 23:08
Brinquedos pequenos podem ser ingeridos pelas crianças - Eduardo Kapps/Prefeitura do Rio

O Dia das Crianças está chegando e a data requer atenção redobrada dos pais com os brinquedos novos para evitar acidentes como a ingestão de pequenas peças soltas, principalmente baterias. O alerta é feito pelo otorrinolaringologista Édio Cavallaro, subchefe do serviço de otorrinolaringologia do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. A unidade é referência no estado do Rio de Janeiro na área e realiza cerca de 5 mil atendimentos por ano para a retirada de corpos estranhos em ouvido, nariz, garganta, brônquios e esôfago.

 

– Os pais e responsáveis devem ficar atentos a quaisquer objetos pequenos que possam ser engolidos ou introduzidos pelas crianças no ouvido ou nariz. As baterias requerem atenção especial, pois representam sempre maior risco. Elas liberam uma substância cáustica que queima os tecidos vizinhos, seja no nariz, na orelha, ou pior, no esôfago, podendo até fechar a passagem de alimentos. Se isso acontecer, essa criança deve ser assistida o mais brevemente possível – orientou o profissional.

 

Édio Cavallaro aconselha a quem for presentear crianças, especialmente as menores, levar em consideração a origem do produto, que deve ter o selo do Inmetro, e a sua indicação etária.

 

– Precisamos levar em conta que há um elevado índice de pirataria e, com isso, brinquedos de todos os jeitos que não seguem as normas técnicas. Então o primeiro passo é saber se o brinquedo é certificado pelo Inmetro, que vai ver, por exemplo, se ele tem uma trava de segurança na bateria. A outra questão é entender a idade indicativa desse brinquedo. Se ele não for recomendado para menores de 3 anos é porque tem peças pequenas, pode fragmentar e a criança, especialmente aquela na fase oral, pode deglutir ou colocar em orifícios do corpo – explicou.

 

O médico Édio Cavallaro, do Souza Aguiar – Eduardo Kapps/Prefeitura do Rio

 

Segundo o profissional, a aspiração de objetos pequenos para o pulmão também pode levar a quadros de infecção, como pneumonia. Contudo, mais de 90% dos casos de corpos estranhos atendidos no Hospital são resolvidos no consultório, sem necessidade de intervenção cirúrgica. O otorrino observa ainda que, em geral, os objetos introduzidos não causam incômodo imediato, por isso os pais devem ter todo cuidado possível e buscar o serviço de urgência em caso de suspeita.

Ele faz um adendo em relação aos corpos estranhos nos ouvidos:

 

– De forma geral, são indolores e de baixo risco, portanto, em casos constatados à noite, os pais podem aguardar a manhã seguinte para se dirigirem ao hospital.

  • 10 de outubro de 2022
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