Coronavírus: Lockdown parcial no Calçadão de Campo Grande pode ser feito também em Bangu e Santa Cruz

Publicado em 07/05/2020 - 11:34 | Atualizado em 07/05/2020 - 13:58
Roteiro passou por Sulacap, Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz. Foto: Marcelo Piu/ Prefeitura do Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse nesta quinta-feira (07/05) que o lockdown parcial iniciado hoje em Campo Grande pode ser estendido no fim de semana a Bangu e Santa Cruz, também na Zona Oeste. A medida será tomada caso a população não colabore com a recomendação para evitar aglomerações e usar máscaras, se for necessário sair às ruas.
– Desde 5h de hoje, o Calçadão de Campo Grande está interditado, sem acessos a ele de ambos os lados. Mesmo o comércio que poderia estar aberto, de atividades essenciais, está fechado. Tivemos diversas tentativas de não fechar. Porém, cada vez que íamos lá e fechávamos, e a aglomeração diminuía, tudo voltava a ser como antes, meia hora depois de nossas equipes deixarem o local. Então, é uma medida extrema, mas necessária. E que pode ser estendida também a Bangu e Santa Cruz – declarou.
Guardas municipais orientam moradores sobre a necessidade de bloqueio parcial do Calçadão de Campo Grande. Foto: Marcelo Piu/ Prefeitura do Rio

 

Crivella demonstrou preocupação com o avanço do contágio do novo coronavírus nesses bairros e com os dados do Disk Aglomeração na região.  Campo Grande já é o recordista em número de óbitos por Covid-19 na cidade (40), superando a Barra da Tijuca (39), e o terceiro colocado em incidência entre os 158 bairros cariocas que já registraram casos da doença (são 262, atrás de Copacabana, com 367, e Barra, com 343).
Campo Grande lidera ocorrências denunciadas pela população no Disk Aglomeração. Junto com Bangu, o bairro é responsável por 36% da incidência. Em pouco mais de um mês, de 31 de março a 3 de maio, foram 4.421 casos. Os bairros mais demandados foram Campo Grande, Realengo, Bangu, Santa Cruz, Taquara, Barra da Tijuca, Copacabana, Tijuca, Centro e Jacarepaguá. O serviço funciona, principalmente, com base em chamados feitos à Central 1746, e a maioria dos atendimentos é para dispersar grupos de pessoas em estabelecimentos essenciais e áreas públicas.
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