Campanha para coleta de sangue na Maternidade Fernando Magalhães tem a participação de 73 doadores

Publicado em 10/02/2022 - 18:07 | Atualizado em 10/02/2022 - 18:20
Doação de sangue na Maternidade Fernando Magalhães - Edu Kapps / Prefeitura do Rio

Nesta quinta-feira (10/02), o Hospital Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, realizou uma campanha de doação de sangue para reforçar o banco de sangue do Hemorio, que fornece hemoderivados aos hospitais da rede pública. No momento, os estoques estão baixos e há risco de desabastecimento, pois  devido à alta disseminação da Covid-19, muitas pessoas não puderam doar.

 

– O hospital precisa muito da doação. As coisas estão complicadas durante a pandemia, porque as pessoas ficam com medo de sair de casa e com medo da doação em si. Então, a nossa quantidade de sangue está muito baixa, tanto no Hemorio, que distribui o sangue para a gente, quanto na própria unidade, onde temos uma reserva – disse Regina Celi, técnica de enfermagem da UTI Neonatal do hospital.

 

Regina acrescenta que os bebês da UTI Neonatal precisam urgentemente de sangue e seus derivados, como plaquetas e plasma:

 

– Somos um hospital de alto risco. Aqui temos mães com anemia falciforme e hipertensão grave, por exemplo. Por isso, várias vezes os bebês nascem antes do prazo, para evitar problemas futuros mais sérios, o que torna a necessidade desses hemoderivados muito grande, tanto para os bebês quanto para as mãe.

 

Na campanha, a cada bolsa coletada, quatro pessoas são atendidas. Doar sangue é seguro e eficaz e, em 24 horas, o organismo do doador começa a recompor algumas das substâncias que foram retiradas. Além disso, dentro de oito semanas para homens, e 12 para mulheres, o sangue já está igual ao período anterior à doação.

Dentre os 73 doadores que compareceram ao Hospital Maternidade Fernando Magalhães nesta quinta, Enzo Moraes da Costa, de 19 anos, comentou um pouco sobre a experiência e aproveitou para ressaltar a importância de ajudar o próximo:

 

– Foi muito tranquilo. As pessoas costumam colocar medo no ato de doar sangue, dizendo que desmaiam ou passam mal. Porém, em todas as vezes que eu vim doar, embora tenham sido poucas, nunca vi ninguém desse jeito, acho que é mais a questão desse medo que as pessoas projetam. Sempre tive vontade de doar. Meu tipo sanguíneo é O-, então sinto que tenho o dever de ajudar, já que meu sangue pode ir para todo mundo. É sempre bom dar uma força para quem precisa.

 

Quem doa sangue ajuda a salvar vidas. Para realizar a doação é necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 devem estar com autorização do responsável) e ter mais de 50kg. Pessoas que fizeram tatuagem ou colocaram piercings e mulheres em fase de amamentação deverão aguardar um ano para poder doar sangue. Já quem tem alguma doença transmissível não poderá participar. Para mais informações acesse: http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/Doacao_doe.htm.

  • 10 de fevereiro de 2022